“Já avançámos nos preparativos, mas estamos com muito atraso, principalmente por parte dos patrocinadores. Não temos nenhum ‘feedback’ de nenhuma parte”, afirmou Amélia Monteiro, em declarações à Inforpress.
Segundo a responsável, os grupos enfrentam dificuldades devido à insuficiência de recursos próprios.
“Estamos a trabalhar com os poucos recursos que temos, mas podíamos estar mais avançados. Sempre vêm com a desculpa de que os grupos devem trabalhar com os fundos próprios, mas esses fundos não são suficientes”, acrescentou.
Amélia Monteiro frisou que as despesas são elevadas e que certos aspectos da organização exigem tempo para serem concretizados, pelo que considera que os apoios devem ser garantidos com maior antecedência.
“As autoridades, a câmara e o Ministério da Cultura, têm que olhar mais cedo para os grupos de Carnaval da Praia, porque dizem que temos que começar com os poucos fundos disponíveis, mas isso não é suficiente para trabalhar no espaço de um mês”, reforçou.
Entretanto, os ensaios do grupo Vindos do Mar iniciam-se esta terça-feira, com um enredo dedicado ao “Turismo cabo-verdiano como destino ao mundo”.
De acordo com Amélia Monteiro, o tema foi escolhido por reconhecer o papel fundamental do turismo no desenvolvimento do país, sendo, de facto, a alavanca da economia nacional, representando cerca de 25% do PIB.
Para o desfile deste ano, o grupo prevê a participação de cerca de 350 figurantes distribuídos por sete alas, prometendo levar à Avenida Cidade de Lisboa uma apresentação marcante e representativa da cultura e do potencial turístico de Cabo Verde.
A Semana com Inforpress

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