O director clínico do Hospital Regional São Francisco de Assis, Dioniso Semedo, em declarações à Inforpress, lamentou “profundamente a trágica situação” que resultou na morte do indivíduo, na ala destinada a pacientes com problemas psiquiátricos.
Segundo Dionísio Semedo, o hospital é um local onde todos buscam saúde, e os profissionais se dedicam ao máximo para garantir o bem-estar dos pacientes em qualquer circunstância e sublinhou que “é muito lamentável que tenha ocorrido essa fatalidade”.
O paciente que acabou por falecer foi internado no dia 30 de Outubro devido a problemas psiquiátricos, e porque se apresentava agitado, o hospital adotou medidas de contenção com recursos a materiais adequados, mas sem o uso de algemas, para garantir sua segurança.
“Na noite de domingo, por volta das 21:00, o seu irmão, também internado na mesma ala, tentou alimentá-lo, mas isso resultou em uma broncoaspiração. Os profissionais de saúde realizaram procedimentos de reanimação, incluindo compressão torácica, mas, infelizmente, o paciente faleceu às 21:30”, disse o director clínico.
Segundo o médico, o irmão do paciente que faleceu é um conhecido do hospital e necessita de tratamento contínuo devido ao seu quadro psiquiátrico, sendo internado periodicamente para garantir a estabilidade de sua saúde.
Às vezes, disse, ele regressa à casa, mas o tratamento no domicílio não foi o mais adequado e “provavelmente não fez uso de medicação” e regressaram os dois descompensados para o hospital.
Segundo o director clinico, o Hospital Regional São Francisco de Assis possui uma ala específica para pacientes com transtornos mentais, equipada com leitos adequados, três para pessoas do sexo feminino e seis para pacientes do sexo masculino, e uma equipa de profissionais “altamente qualificados”, incluindo psiquiatras, psicólogos e enfermeiros com anos de experiência.
Na noite do ocorrido, acrescentou, dois enfermeiros experientes estavam de serviço e o tratamento estava sendo conduzido dentro dos protocolos.
A família do paciente falecido solicitou que o corpo fosse colocado em câmara fria, aguardando a chegada de familiares para o funeral.
Segundo Dionísio Semedo não há necessidade de realização de autópsia, uma vez que a causa da morte, broncoaspiração, foi confirmada clinicamente.
O director clínico do Hospital Regional São Francisco de Assis reforçou o compromisso do hospital em prestar todo o suporte psicológico à família e colaborar para esclarecer quaisquer dúvidas da opinião pública.
"É muito triste que um paciente que busca cuidados em nosso hospital tenha esse desfecho. Nossa intenção, e de todo o sistema de saúde, é sempre devolver a saúde e o bem-estar aos nossos pacientes", concluiu.
A Semana com Inforpress






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