O presidente da Plataforma das Comunidades Africanas, José Viana, defendeu hoje, na Praia, que as crianças e adolescentes das comunidades africanas devem assumir um papel activo na promoção e protecção dos seus direitos e deveres nas respectivas comunidades.
José Viana fez estas declarações na abertura do workshop “Ser voz, ser mudança, ser criança embaixadora”, iniciativa promovida pela Associação de Crianças Desfavorecidas (Acrides) que decorre até 06 de Agosto com o objectivo de capacitar e oficializar novos jovens líderes comunitários.
Segundo o responsável, a inclusão dos menores neste tipo de acção pedagógica é essencial para o desenvolvimento pessoal, fortalecimento da auto-estima e consolidação da identidade cultural das várias comunidades africanas com ligação a Cabo Verde.
“Esta participação constitui uma forma de salientar o “eu” da criança, fazer com que ela assuma esse “eu” e tenha um crescimento simultaneamente humano e participativo, conhecendo-se melhor e estando preparada para defender-se e proteger a sua integridade”, afirmou.
De acordo com o presidente da Plataforma das Comunidades Africana, os conhecimentos adquiridos durante a formação serão multiplicados junto das famílias e bairros, contribuindo para a mudança de comportamentos, promoção da cidadania e prevenção de vulnerabilidades na infância.
“Devemos dar voz, vez e oportunidade às crianças para participarem, porque, se elas não forem chamadas à participação, não estaremos a fazer o nosso papel”, sublinhou.
A organização conta com a participação directa de um grupo de nove crianças e adolescentes representados pela plataforma, com idades entre os 12 e os 15 anos.
Ao longo dos três dias de trabalhos, os formandos vão integrar actividades dinâmicas, reflexões e jogos focados em valores como empatia, solidariedade, respeito e responsabilidade.
O encontro encerra a 06 de Agosto com uma cerimónia oficial de compromisso, marcando a integração dos novos “crianças embaixadoras”.
A Semana com Inforpress

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