O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) anunciou hoje o arranque dos estudos em epidemiologia de campo ao nível intermediário para atender às necessidades do país e com quadros qualificados.
Em declaração à imprensa citada pela Inforpress, a presidente do INSP, Maria da Luz Lima, disse que a primeira turma do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo no nível intermediário junta 18 profissionais de saúde e tem a duração de nove meses.
“São nove meses de aulas intensas e depois todos os formandos vão trabalhar no terreno o que aprenderam de maneira a promover os seus dados de vigilância a nível da cidade. Com a capacidade de produzirem relatórios de vigilância e de investigação de campo”, avançou Maria da Luz Lima, acrescentando que vão ser capazes de também participarem em estudos epidemiológicos.
A mesma fonte apontou que este nível de formação vai impactar na qualidade das informações em saúde no que diz respeito à vigilância epidemiológica e ambiental, tratando-se de um nível de treinamento mais avançado que o país já implementou, reunindo competências para a melhoria do sistema de vigilância a nível nacional.
Cabo Verde tem vindo desde 2021 a fazer treinamentos e formações na área de epidemiologia de campo do nível básico, com os enfermeiros e médicos que trabalham a nível local a analisar os dados e a agirem de acordo com a informação que obtêm desses dados para melhorar a saúde pública.
Com foco na abordagem da saúde vai estar a participar do treinamento de nível intermediário profissionais de saúde também de São Vicente de saúde animal, ambiental e humana.
“Se acontece um surto, a gente já tem mais possibilidade de analisar e ver a causa mais rapidamente e também fazer a comunicação de risco para a população, de acordo com a investigação de efeito”, frisou.
Segundo Maria da Luz Lima o próximo passo é ter um nível avançado de epidemiologistas, reforçando a capacidade do país nesta matéria e igualar o nível de profissionais de campo em relação aos outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Isso, continuou, não obstante, Cabo Verde ser o terceiro país com mais epidemiologistas de campo a nível dos PALOP, estando Moçambique a liderar.
Conforme ainda a fonte deste jornal, a formação, com a duração de nove meses e uma carga horária de 564 horas, vai estar organizada em cinco módulos que utilizam o método aprendizado híbrido, exposições dialogadas em sala de aula, orientações virtuais, presenciais e trabalho de campo orientados.

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