quarta-feira, 24 junho 2026

Falsificação na morte de Odair: investigação desmente PSP e suspeita que relatório não foi escrito por agente que disparou

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A investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à morte de Odair Moniz, no bairro da Cova da Moura, Amadora, já concluiu que o auto de notícia não pode ter sido escrito pelo agente que baleou a vítima, desde logo porque quando o documento foi elaborado, horas depois do incidente e nas instalações da PSP, o polícia em causa não estava sequer na divisão da Amadora, onde prestava serviço, mas a ser interrogado na sede da PJ em Lisboa, apurou a CNN Portugal.

 

 

No primeiro comunicado oficial sobre o caso, a PSP afirmou que o polícia reagiu a tiro a uma ameaça de faca, remetendo essa informação para o auto de notícia. Mas o agente disse na PJ que não foi ameaçado com faca nenhuma: apenas lhes pareceu no confronto físico com o suspeito ter visto qualquer coisa como uma lâmina.

 

 

Além disso, quando o auto de notícia chegou à PJ, para ser junto ao processo onde o agente é investigado por homicídio, ainda não estava assinado pelo próprio, que era suposto ter escrito o documento. São conclusões que chocam de frente com a versão oficial da PSP, que afirmou ter sido o “polícia interveniente” a elaborar o auto. 

 
 

Quando a CNN noticiou que o agente envolvido na morte de Odair, a 21 de outubro, reconheceu à PJ não ter sido ameaçado pela vítima de faca em punho, contrariando o que a PSP afirmava num comunicado, a Polícia voltou a reagir oficialmente - e anunciou que o comunicado era fiel ao que o agente tinha escrito no auto de notícia. Os alegados factos apurados entretanto colocam em xeque a PSP – e levam a investigação numa nova frente. 

 

A CNN sabe que o inquérito corre na secção regional do DIAP de Lisboa, e não no DIAP da Amadora, porque além do homicídio simples, pelo qual o polícia já é arguido, a procuradora centra-se nas suspeitas de falsificação do auto de notícia - que a terem ocorrido vão implicar outras pessoas na hierarquia da PSP da Amadora.

No primeiro comunicado oficial sobre o caso, a PSP afirmou que o polícia reagiu a tiro a uma ameaça de faca, remetendo essa informação para o auto de notícia. Mas o agente disse na PJ que não foi ameaçado com faca nenhuma: apenas lhes pareceu no confronto físico com o suspeito ter visto qualquer coisa como uma lâmina. 

No local do crime, foi depois encontrada uma faca junto a uma bolsa, mas não nas mãos de Odair Moniz. O agente da PSP que disparou sobre a vítima foi esta quarta-feira ouvido no Ministério Público, mas optou por se remeter ao silêncio perante a procuradora Patrícia Agostinho.

 

A Semana com CNN Portugal

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Miranda
1 day 23 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

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4 days 9 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

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