A Polícia Judiciária (PJ) fez um alerta à população para o aumento de casos de burla e chantagem praticados através das redes sociais. Segundo a PJ, os criminosos se passam na maioria das vezes por estrangeiros, pedindo fotos ou vídeos íntimos e depois recorrem à chantagem com o objetivo de obter dinheiro. O caso está atualmente sob investigação da Brigada Central de Investigação e Combate ao Cibercrime e Terrorismo (BCICCT).
Durante as conversas, as pessoas por detrás do perfil falso enviam fotografias sensuais ou íntimas, normalmente retiradas da internet, criando uma falsa relação de confiança e proximidade com a vítima. Em seguida, as próprias vítimas são incentivadas a partilhar fotografias ou vídeos íntimos, sendo depois alvo de chantagem. Os suspeitos ameaçam divulgar o conteúdo a familiares, amigos ou entidades patronais caso não sejam efectuados pagamentos.
Segundo o comunicado da Polícia Judiciária, este tipo de esquema tem vindo a fazer várias vítimas no país.
Conforme explicou a mesma fonte, os criminosos criam perfis falsos nas redes sociais, uilizando fotografias retiradas da internet e fazem-se passar, na maioria das vezes, por mulheres ou homens jovens residentes em países estrangeiros.
Após o envio de pedidos de amizade ou mensagens privadas, iniciam conversas aparentemente normais que rapidamente evoluem para conteúdos de natureza íntima e pessoal.
Durante as conversas, as pessoas por detrás do perfil falso enviam fotografias sensuais ou íntimas, normalmente retiradas da internet, criando uma falsa relação de confiança e proximidade com a vítima.
Em seguida, as próprias vítimas são incentivadas a partilhar fotografias ou vídeos íntimos, sendo depois alvo de chantagem.
Os suspeitos ameaçam divulgar o conteúdo a familiares, amigos ou entidades patronais caso não sejam efectuados pagamentos.
O esquema, segundo a mesma fonte, pode incluir ainda contactos subsequentes de indivíduos que se fazem passar por familiares da alegada vítima ou até por autoridades policiais e diplomáticas, alegando falsos crimes relacionados com pornografia de menores e exigindo transferências financeiras para evitar prisão ou processos judiciais.
Em alguns casos, os criminosos chegam a alegar que o referido menor tentou suicidar-se, engeriu medicamentos, e encontra-se traumatizado e hospitalizado devido às conversas e à troca de fotografias íntimas.
A instituição esclarece que, na maioria dos casos, mesmo após os pagamentos, as ameaças tendem a continuar, com novas exigências financeiras.
Perante o aumento deste tipo de crime, a PJ recomenda à população que, tenha cautela com pedidos de amizade de perfis desconhecidos, não envie fotografias ou vídeos íntimos, não efetue pagamentos perante ameaças ou chantagens.
Aconselha ainda que a vítima preserve mensagens, contactos e comprovativos em caso de ameaça ou tentativa de chantagem e denuncie imediatamente a situação às autoridades através de uma denúncia presencial ou através da linha gratuita da PJ – 134.
A Polícia Judiciária garante que encontra-se a acompanhar e investigar este tipo de criminalidade, reforçando o apelo à utilização responsável das redes sociais e à protecção da privacidade dos cidadãos.







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