Espanha garante que os dois casos retirados do navio "MV Hondius" nas Canárias foram tratados sob "medidas preventivas e de controlo de transmissão". Um dos casos repatriados é um "positivo fraco".
Dependendo da estirpe, o hantavírus pode provocar uma infeção pulmonar ou renal. A OMS garante que o risco deste surto para a população em geral é baixo.
Espanha garantiu, segundo revelou o Observador esta segunda-feira, que adotou “todas as medidas preventivas e de controlo de transmissão” de hantavírus no caso dos dois passageiros do navio “MV Hondius” repatriados desde as Canárias que, segundo os EUA e França, estão infetados.
“Aplicaram-se todas as medidas preventivas e de controlo de transmissão“, disse o Ministério da Saúde espanhol, num comunicado sobre o navio de cruzeiro que está fundeado nas Canárias com o título “sobre a informação proporcionada pelo Governo dos Estados Unidos”.
As autoridades norte-americanas disseram que uma das pessoas repatriadas desde as Canárias no domingo para os EUA é um “positivo fraco” de hantavírus.
“Realizou-se uma prova diagnóstica que foi enviada a dois laboratórios. Num deles, o resultado foi considerado pelas autoridades norte-americanas como um positivo débil, apesar de para nós não era conclusivo. A segunda análise foi negativa”, acrescentou o ministério espanhol.
Espanha sublinha que “a pessoa em questão não manifestava sintomas quando estava em Cabo Verde”.
“No entanto, as autoridades norte-americanas decidiram tratar o caso como positivo. Por esse motivo, solicitaram a sua retirada [do barco, nas Canárias] em separado, o que se fez numa embarcação independente”, revela a mesma nota.
Conforme ainda o Observador, no grupo repatriado para os EUA (18 pessoas, 17 delas com nacionalidade norte-americana) há ainda uma pessoa que teve “tosse ligeira” no dia 6 de maio, segundo os médicos que estavam a bordo e que classificaram por isso esta situação como “um caso provável”.
Esta mulher foi por isso também retirada do barco de “forma separada”, antes do repatriamento.
Quanto à mulher francesa que teve um teste positivo de hantavírus ao chegar a França no domingo, “começou a sentir-se mal durante o voo” de repatriamento “e não enquanto estava no navio”, disse o Ministério da Saúde de Espanha no comunicado.
Foram retiradas do barco de cruzeiro e repatriadas 94 pessoas de 19 nacionalidades no domingo, numa operação que vai prosseguir esta segunda-feira com a transferência de mais 24 passageiros tripulantes, segundo o governo espanhol.
A operação, segundo ainda o diário luso, deve ficar concluída esta segunda-feira e é previsível que o navio, que tem bandeira dos Países Baixos, deixe as Canárias ao final da tarde, com parte da tripulação a bordo, rumo ao porto de Roterdão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou até agora seis casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram.
O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.
Os sintomas da infeção com hantavírus são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.
Dependendo da estirpe, o hantavírus pode provocar uma infeção pulmonar ou renal. A OMS garante que o risco deste surto para a população em geral é baixo, conclui a fonte deste jornal.







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