A escalada de tensão no Médio Oriente volta a agitar os mercados: o petróleo ultrapassa os 108 dólares e agrava os custos de energia à escala global, após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão.
Em causa está, sobretudo, o controlo do Estreito de Ormuz, uma via estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer perturbação nesta zona tem impacto imediato nos mercados globais.
A subida do preço do petróleo está a reflectir-se de forma desigual em várias regiões do mundo, num contexto de crescente tensão no Médio Oriente.
Os preços voltaram a subir mais de 2% esta segunda-feira, depois de falharem as tentativas de negociação entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim ao conflito que já dura há oito semanas. O impasse agravou-se após Donald Trump cancelar contactos diplomáticos, afirmando que não valia a pena “estar 18 horas a negociar sem resultados”, o que reduziu as expectativas de um acordo a curto prazo.
Em causa está, sobretudo, o controlo do Estreito de Ormuz, uma via estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer perturbação nesta zona tem impacto imediato nos mercados globais.
Os efeitos sentem-se mais nos países que dependem da importação de energia, como a Europa e várias economias asiáticas, como o Japão e a Coreia do Sul, onde os custos de produção e transporte já começam a subir. Nas economias emergentes, há também maior pressão, com risco de aceleração da inflação.
O barril de Brent já ultrapassou os 108 dólares e poderá aproximar-se dos 110, caso a situação se agrave. Ainda assim, os mercados financeiros apresentam sinais mistos, enquanto os investidores aguardam novos desenvolvimentos diplomáticos.
Para além do petróleo, o bloqueio do Estreito de Ormuz está também a afetar o transporte de gás natural e fertilizantes, aumentando os receios de uma nova pressão sobre os preços dos alimentos a nível global, especialmente em economias mais vulneráveis.
A Semana com RFI







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