A associação "Firkidja di Pubis" acusa o Alto Comando Militar e o Governo da Guiné-Bissau pelo rapto, tortura e assassinato do seu secretário-geral, Vigário Luís Balanta, cujo corpo foii encontrado na terça-feira.
A "Firkidja di Pubis" reafirmou ainda a convicção de que a população guineense encontrará meios próprios para "derrubar esta ditadura militar, juntamente com o seu Governo", defendendo que o fim do atual sistema político será a maior homenagem que poderá ser prestada à memória do ativista.
Vigário Luís Balanta, de 35 anos, era líder do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", uma organização da sociedade civil guineense, constituída essencialmente por jovens que se posicionaram contra o golpe de Estado protagonizado por militares, em novembro passado, e que tem exigido a publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais.
O corpo do ativista foi encontrado morto na terça-feira (31.03) num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau.
Várias vozes da sociedade civil guineense culpam o Comando Militar e o governo de transição pelo assassinato.
Governo "ilegítimo" e "anticonstitucional"
A "Firkidja di Pubis" também classifica o Alto Comando Militar e o Governo guineense como "ilegítimo" e "anticonstitucional", acusando-o de ser um "assaltante do poder" e de violar a soberania popular.
A organização exige que os responsáveis materiais pela morte "deste mártir na luta pela libertação da Guiné-Bissau" sejam responsabilizados juridicamente, "sem vingança, tampouco perdão, com Justiça".
E promete que a sua luta não será em vão - outros "Vigário" continuarão o justo combate", lê-se ainda na nota da associação.
A diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Cornélia Té, disse que "basta de homicídios de inocentes" no país e prometeu trabalhar para a descoberta dos assassinos do ativista político.
A Semana com DW África/Lusa







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