domingo, 14 junho 2026

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Saúde/Santiago: Cientista confirma novo surto de esquistossomose em São Miguel e diz desconhecer origem

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O cientista cabo-verdiano Maximiano Fernandes confirmou esta quarta-feira a existência de um novo surto de esquistossomose em Ribeira de Principal, no concelho de São Miguel, indicando que a origem do foco permanece desconhecida.

A esquistossomose é uma infecção causada por parasitas do género Schistosoma, geralmente adquirida através do contacto com água contaminada. Entre os sintomas estão dermatite, febre, calafrios, náuseas, dor abdominal e diarreia.

Em declarações à Inforpress, o investigador do grupo Bioanalítica afirmou que, apesar de se tratar da mesma espécie de parasita identificada no primeiro surto, Schistosoma haematobium, os novos casos não tiveram contacto com a área anteriormente afectada.

“Trata-se de um novo surto na Ribeira de Principal, que fica distante da primeira ribeira. Portanto, é um mistério. Nós não sabemos qual é a origem deste surto”, disse.

Segundo o especialista, foram até ao momento confirmados nove casos, todos em crianças da localidade de Mato Dento, identificados através de um inquérito epidemiológico.

“Através de uma criança infectada, procurámos perceber, com um inquérito epidemiológico, por onde passou”, explicou.

O investigador indicou ainda que foram detectados reservatórios de água contaminados com caracóis do género Bulinus, hospedeiros do parasita, que podem atingir densidades elevadas e facilitar a transmissão.

“O controlo é muito difícil, porque depende de vectores que facilitam a transmissão do parasita”, afirmou Fernandes, que é também professor universitário.

A esquistossomose é uma infecção causada por parasitas do género Schistosoma, geralmente adquirida através do contacto com água contaminada. Entre os sintomas estão dermatite, febre, calafrios, náuseas, dor abdominal e diarreia.

Maximiano Fernandes apelou à população para evitar o contacto com águas potencialmente contaminadas e procurar os serviços de saúde em caso de exposição, para diagnóstico e tratamento atempados.

O cientista sublinhou que a identificação deste segundo surto reforça a necessidade de investigação contínua e de campanhas de sensibilização para prevenir novos casos na ilha de Santiago.

Em Fevereiro, o investigador já tinha alertado que o parasita Schistosoma haematobium terá completado o seu ciclo de vida em Cabo Verde, admitindo a possibilidade de introdução através de casos importados de países da África Ocidental, como Senegal, Guiné-Bissau e Gâmbia.

A Semana com Inforpress

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