domingo, 14 junho 2026

C CULTURA

Guiné-Bissau/Ditatura prossegue:PAIGC denuncia proibição de reunião por forças de ordem - comunidade internacional em silêncio 

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

A ditadura com o regime golpista prossegue na Guiné-Bissau, perante o silêncio cúmplice da comunidade internacional, nomedamente por parte da CEDEAO,CPLP, da ONU e dos Estados Unidos da América. É que a reunião do Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), prevista para este sábado, foi suspensa, antes mesmo do início, por alegada proibição das forças de ordem. Sem vegonha apesar dos protestos nacionais e internacionais, os colpistas irresponsáveis não-se importam de levar a Guiné à guerra civil com custos elevdos para o seu povo, supostamente a mando do ex-presidente ditador Sissoco Embaló, que foi derrotado nas urnas por Fernando Dias nas legislativas de Novembro de 2025.

Toda a polémica à volta do histórico partido guineense acontece com o líder, Domingos Simões Pereira, em prisão domiciliária desde janeiro, após passar mais de 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau.
 
 
 
 Segundo DW África que cita Lusa,  um comunicado do partido, a formação política, na oposição, viu-se impedida de realizar a reunião inicialmente prevista para este sábado. Sem acesso à sede nacional - encerrada pelas autoridades na sequência do Golpe de Estado na Guiné-Bissau de novembro de 2025 - o partido planeava reunir-se num hotel em Bissau, opção que acabou igualmente por ser inviabilizada.

"Na noite de 27 de março, o Secretariado Nacional do PAIGC recebeu uma comunicação do hotel previsto para a reunião do Comité Central, dando conta da visita de elementos das forças de segurança, com a indicação de que não será permitida a realização da reunião", lê-se no comunicado. 

O partido afirma ainda que o hotel teria recebido advertências das forças de ordem de que "seria da sua inteira responsabilidade qualquer tentativa de acolhimento do evento".

PAIGC indica que nas últimas semanas endereçou cartas ao Alto Comando Militar, que protagonizou o golpe de Estado, a pedir a reabertura da sua sede nacional em Bissau e ao Ministério do Interior a informar sobre a realização da reunião do Comité Central.

Esta última instituição teria, segundo a fonte deste jornal, se recusado receber a correspondência com a alegação de que precisava de "instruções superiores", diz o partido que alega igualmente não ter recebido respostas do Alto Comando Militar.

 

XI Congresso Ordinário

A reunião do Comité Central, órgão máximo entre congressos, previa marcar a data do XI Congresso Ordinário, previsto para este ano, e escolher a comissão das celebrações do 70º aniversário da sua fundação, no próximo mês de setembro.

Conforme a fonte referida, o comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC adianta ainda "informações cruzadas" sobre as alegadas ameaças das forças de ordem de impedir a realização do Comité Central teria sido feita a outras unidades hoteleiras de Bissau.  

"O PAIGC regista que esta interdição de reunião contrasta com a facilidade com que alguns praticam livremente atos políticos, como reuniões, conferências de imprensa e pronunciamento públicos, sem que lhes sejam criados quaisquer obstáculos", lê-se no comunicado. 

É uma referência às atividades políticas públicas de um grupo de dirigentes que se insurgiu contra a direção do partido e que já anunciou que vai realizar o congresso do PAIGC nos dias 09 e 10 de maio próximo. Do grupo fazem parte vários dirigentes que à revalia das orientaçoes do partido integram o atual Governo de transiçao, criado à seguir ao golpe de Estado.

Toda a polémica à volta do histórico partido guineense acontece com o líder, Domingos Simões Pereira, em prisão domiciliária desde janeiro, após passar mais de 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau.

Simões Pereira foi detido pelos militares autores do golpe de Estado e mais tarde foi apontado pelas autoridades políticas como estando envolvido numa alegada tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, entretanto, afastado do poder no golpe de novembro, refere a fonte que vimos citando.

2500 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Terra
7 days 1 hour

Meus senhores isso e uma boa recomendação, quem aviso amigo e principalmente na setuasao que estamos apassar se não faz is ...

jcf
8 days

Não é sério transformar o exame de Matemática no bode expiatório de todos os males. O exame não é “difícil” por m ...

wilson veiga
10 days 2 hours

Francamente, há críticas que são tão pobres que nem chegam a ser oposição, são apenas má-fé com microfone, sobretudo ...

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos