Em um discurso incisivo, o grupo parlamentar do PAICV acusou o atual Executivo de ´´fugir ao debate´´ e de falhar nas promessas essenciais, desde a saúde na ilha da Brava, passando pela segurança e até às infraestruturas em Cabo Verde.
"Podem fugir do debate, mas da sentença do dia 17 de maio não fugirão", alertou o porta-voz do PAICV, reforçando que a história não perdoa quem falta à palavra dada.
O clima político em Cabo Verde subiu de tom com as recentes declarações do PAICV, que traçou um cenário de ´desgovernação´´ e distanciamento entre o poder e os cidadãos. A poucos meses das eleições de 17 de maio de 2026, o principal partido da oposição afirma, em declaração política através do seu lider parlamentar na Assembleia Nacional, que o governo prefere ´´manobras regimentais´´ e inaugurações repetidas a prestar contas sobre o estado real do país.
Um dos pontos mais críticos do discurso de Clovis Silva incluiu sobre a ilha da Brava. Segundo ele, os fundos disponibilizados pelo Luxemburgo para o centro de saúde da ilha ´´desapareceram ´´sem que a obra fosse erguida. Aquele responsavel do maior partido da oposição denunciou ainda a falta de consumíveis básicos nos hospitais, como gesso, seringas e oxigénio, contrastando com o historial de governação do setor no país.
A crítica estendeu-se à qualidade das obras públicas, classificadas, segundo a mesma fonte, como ´´mal planeadas e executadas a pressa ´´, e a episódios de ´´reinauguração´, ´como o caso do campus da justiça e do Estádio dos Tubarões Azuis, que o partido considera serem manobras eleitoralistas.
Promessas não cumpridas
O PAICV enumerou o que considera serem os grandes fracassos desta legislatura. São elas:
- Transportes: A promessa não cumprida de 11 aviões Boeing
- Aeroporto do Fogo: A iluminação da pista sem a devida certificação para voos noturnos ou a transformação prometida em aeroporto internacional.
- Social: A "não erradicação" da pobreza extrema, descrita como o monumento que deveria ter sido erguido em vez de estruturas de betão.
Para o grupo parlamentar do PAICV, o atual Governo está "demasiado distante do povo" e focado em garantir emprego a "amigos e correligionários". Clovis Silva encerrou a sua intervenção, afirmando-se pronto para governar e assumir a responsabilidade de construir um "Cabo Verde inclusivo" para todos.
"Podem fugir do debate, mas da sentença do dia 17 de maio não fugirão", alertou o porta-voz do PAICV, reforçando que a história não perdoa quem falta à palavra dada.







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