domingo, 14 junho 2026

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Esptein. Novos ficheiros detalham acusação de abuso sexual contra Trump

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Novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA revelam alegações de abuso sexual contra Donald Trump, ligando-o ao caso de Jeffrey Epstein. As informações surgem após uma mulher não identificada relatar, em 2019, abusos ocorridos na década de 1980.

Os abusos por parte do então magnata terão começado quando a mulher tinha apenas 13 anos e duraram até aos seus 15. Numa dessas ocasiões, Epstein levou-a a Nova Iorque ou a Nova Jérsia - não soube precisar - para a "apresentar a alguém com dinheiro… Era Donald Trump".A mulher contou que conheceu o empresário "num edifício alto com quartos gigantes". "Desde o início, ele não gostou que eu fosse uma maria-rapaz", recordou.

Departamento de Justiça norte-americano (DOJ) publicou durante a noite de quinta-feira novos documentos relativos ao caso de Jeffrey Epstein onde é detalhada uma nova alegação de abuso sexual contra Donald Trump.

As alegações desta mulher, note-se, nunca foram confirmadas pelo FBI nem resultaram em qualquer tipo de acusação formal por parte da Justiça norte-americana.

Os documentos agora tornados públicos detalham quatro entrevistas distintas a esta mulher, que disse ter decidido denunciar a situação após reconhecer Epstein numa fotografia que uma amiga de infância lhe enviou.

Os abusos por parte do então magnata terão começado quando a mulher tinha apenas 13 anos e duraram até aos seus 15. Numa dessas ocasiões, Epstein levou-a a Nova Iorque ou a Nova Jérsia - não soube precisar - para a "apresentar a alguém com dinheiro… Era Donald Trump".

A mulher contou que conheceu o empresário "num edifício alto com quartos gigantes". "Desde o início, ele não gostou que eu fosse uma maria-rapaz", recordou.

Pouco depois, o atual presidente terá pedido para que os presentes saíssem do quarto e disse "algo do género: 'Deixa-me ensinar-te como é que as meninas se devem comportar'". De seguida, desabotoou as calças e agarrou na cabeça da mulher, baixando-a "até ao seu pénis". A alegada vítima disse depois tê-lo "mordido até não poder mais", por se sentir enojada por ele, o que terá levado Trump a reagir agressivamente, puxando-a pelo cabelo e esmurrando a sua cabeça.

Os documentos partilhados acrescentam apenas que "nessa altura, pessoas entraram na sala" e que mais nenhuma informação foi fornecida pela alegada vítima sobre o incidente.

Depois deste momento com Donald Trump, a mulher disse ter recebido uma série de chamadas telefónicas ameaçadoras, incluindo uma para o telemóvel de uma colega de trabalho, dirigida à suposta vítima.

A mulher "disse em tom baixo que se não era o Epstein talvez fosse outro", pode ler-se nos documentos do FBI. Quando questionada sobre quem era 'o outro', respondeu: "Trump".

Para além disto, a mulher alegou ainda que Epstein "a extorquiu e à sua mãe através de fotos explícitas [dela], que obrigaram a mãe dela a desviar fundos da sua agência imobiliária para lhe pagar".

DOJ explica que documentos tinham sido identificados como duplicados por erro

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o Departamento de Justiça afirmou que os documentos foram tornados públicos após uma revisão interna destinada a identificar materiais que não tinham sido incluídos na base de dados pública sobre o caso Epstein.

Segundo o Departamento de Justiça, as entrevistas tinham sido anteriormente classificadas por erro, como duplicados de outros documentos.

A divulgação ocorreu depois de meios de comunicação social norte-americanos noticiarem que documentos que mencionavam o nome de Donald Trump não constavam do material inicialmente tornado público, o que levou deputados democratas a acusarem a administração de encobrimento.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou as alegações, classificando-as como "completamente infundadas e sem qualquer prova".

"Como já afirmámos repetidamente, o presidente Trump foi completamente exonerado com a divulgação do dossiê Epstein", afirmou a Casa Branca em comunicado.

Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado e um financeiro rico conhecido pelas suas ligações a algumas das pessoas mais influentes do mundo, incluindo Donald Trump, foi encontrado morto na cela de uma prisão federal em Nova Iorque, com um lençol atado ao pescoço, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual.

O DOJ tem vindo a divulgar fotografias, registos de chamadas telefónicas, depoimentos do júri e alguns documentos e registos que já eram do domínio público e que estão relacionados com o abuso sexual de jovens mulheres e menores por Epstein.

O nome de Donald Trump aparece repetido ao longo dos milhares dos ficheiros relacionados com Jeffrey Epstein. Em alguns casos, há alegações de que o atual presidente possa ter cometido crimes de assédio ou até mesmo de violação contra mulheres e menores. Contudo, não há nenhuma acusação formal contra Trump, nem nenhuma vítima hoje conhecida.

Sobre essas alegações, o Departamento da Justiça dos Estados Unidos disse: "Alguns documentos contêm declarações falsas e sensacionalistas contra Trump, que foram submetidas ao FBI [Departamento Federal de Investigação] mesmo antes das eleições de 2020. Para ser claro, as alegações são infundadas e falsas e, se tivessem alguma credibilidade, certamente já teriam sido usadas contra Trump".

A Casa Branca seguiu a mesma linha, defendendo que "ao divulgar milhares de páginas de documentos, cooperando com o pedido de intimação da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes" e depois de "solicitar recentemente mais investigações sobre os amigos democratas de Epstein, a administração Trump fez mais pelas vítimas do que os democratas alguma vez fizeram".

A Semana com NM

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