Os dois agentes acusados de mentir no caso da morte em Portugal do imigrante cabo-verdiano Odair Moniz não vão a julgamento. O Tribunal de Instrução Criminal não irá levar ao banco dos réus os polícias por considerar que eles foram ouvidos como testemunhas numa altura em que já recaíam suspeitas sobre eles.
A morte de Odair Moniz desencadeou um sentimento de revolta no bairro do Zambujal, onde vivia, levando a uma onda de desacatos nos dias que se seguiram, incluindo o roubo e incendiamento de dois autocarros.
Segundo acaba de revelar a RTP Noticias, a juíza de instrução considera que o Ministério Público agiu de forma desleal, pois devia tê-los ouvido como suspeitos.
Os dois agentes da PSP tinham sido acusados pelo Ministério Público de mentirem sobre a existência de uma faca junto ao corpo de Odair Moniz, que morreu na Cova da Moura em 2024.
De recordar que Odair Moreno Moniz, natural de Cabo Verde e imigrante em Portugal, foi alvejado por um agente da Polícia de Segurança Pública na madrugada de 21 de outubro de 2024, no decurso de uma perseguição policial no bairro da Cova da Moura, na Amadora, e aos tumultos que se seguiram.
Conforme fontes deste jornal, a morte de Odair Moniz desencadeou um sentimento de revolta no bairro do Zambujal, onde vivia, levando a uma onda de desacatos nos dias que se seguiram, incluindo o roubo e incendiamento de dois autocarros. Na noite de 22 para 23 de outubro, os desacatos haviam alastrando por seis concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, com ocorrências registadas em sessenta esquadras dos concelhos de Lisboa, Loures, Amadora, Sintra, Cascais e Setúbal, sendo ateado fogo a contentores de lixo e viaturas. Dois agentes da PSP foram feridos pelo arremesso de pedras, tendo recebido tratamento hospitalar.







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