Depois do ataque na Venezuela e Irão, militares dos EUA lançam operação de combate ao tráfico de droga no Equador.
O anúncio parece marcar uma expansão da Operação Southern Spear da administração Trump, que até agora matou 151 pessoas em ataques a alegadas embarcações de droga no Pacífico Oriental e nas Caraíbas.
As forças armadas dos EUA começaram a conduzir operações com o Equador visando "organizações terroristas" que operam naquele país, anunciou o Pentágono, marcando uma nova frente nos esforços da administração Trump para restringir o tráfico de droga, revela a CNN Portugal.
O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) afirmou num comunicado que as ações representam "um exemplo poderoso do compromisso dos parceiros na América Latina e nas Caraíbas para combater o flagelo do narcoterrorismo" e enfatizou que ambos os países estão a tomar "medidas decisivas" contra grupos que, segundo alega, semearam a violência e a corrupção em todo o hemisfério.
A CNN contactou a Casa Branca para obter comentários.
Segundo a mesma fonte, o Pentágono não especificou em que consistiriam as novas operações ou em que grupos se centrariam. Um vídeo curto publicado nas redes sociais pelo US SOUTHCOM mostrou indivíduos a embarcar num helicóptero.
O comandante do SOUTHCOM, general Francis L. Donovan, elogiou num comunicado as forças armadas do Equador pelo seu "empenho inabalável" e pela sua "coragem e determinação" na luta contra o tráfico de droga.
"As Forças Armadas equatorianas continuarão a combater firmemente o crime organizado ao lado de aliados estratégicos, pela segurança dos equatorianos e pelo futuro pacífico das nossas famílias", escreveu o Ministério, no X.
Conforme ainda a CNN, os anúncios surgem um dia depois de o presidente equatoriano, Daniel Noboa, se ter reunido com Donovan e outros oficiais de defesa de ambos os países, no Palácio do Governo, em Quito, para coordenar ações contra o crime organizado transnacional e fortalecer a segurança hemisférica.
De acordo com a presidência equatoriana, a reunião abordou iniciativas para reforçar os controlos, a partilha de informações e a coordenação operacional em aeroportos e portos.
A administração de Noboa tem mantido uma relação estreita com Washington focada na segurança, através de acordos de cooperação e do interesse dos EUA em estabelecer uma base militar no Equador — uma proposta que foi rejeitada num referendo em novembro passado.







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