domingo, 14 junho 2026

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Cabo Verde expressa preocupação com as consequências da guerra no Médio Oriente

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Em Cabo Verde, as autoridades nacionais manifestaram preocupação com o conflito no Médio Oriente, que envolve os Estados Unidos da América, Israel e o Irão. O chefe de Estado cabo-verdiano apela ao bom senso e ao diálogo entre os países envolvidos, defendendo uma solução pacífica para a crise, enquanto, o governo avança que ainda não recebeu nenhum pedido de repatriamento.

 

“Na verdade, as guerras nunca resolvem os problemas. Destroem, criam problemas humanitários, criam também ressentimentos e geram mais violência. Nós sempre temos apelado ao respeito pela soberania dos países, ao respeito pelo direito internacional e para o diálogo e a solução negociada dos conflitos. E, na linha da nossa Constituição da República, são esses os princípios que nós defendemos. Independentemente dos países ou dos protagonistas, são esses os elementos que Cabo Verde defende na arena internacional. Resta-nos apelar ao bom senso, ao diálogo e à solução negociada deste conflito”, afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano.

 

 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional e Ministro das Comunidades, José Luís Livramento, manifestou o desejo de Cabo Verde na prevalência da ordem internacional, esperando uma solução rápida para o conflito no Médio Oriente. Em entrevista à televisão pública cabo-verdiana, o governante disse que o país ainda não recebeu nenhum pedido de repatriamento de cidadãos nacionais

“Não temos nenhum pedido de repatriamento, inclusive os contactos que a nível pessoal que tive com cabo-verdianos que estão aí nessa região. Estão serenos, com perspectiva de que as coisas vão se amainar. Também há este cenário de contarmos com países amigos, como Portugal, organizações amigas como a União Europeia. São cenários que sempre temos em mente accionar caso haja necessidade para tal”, afirmou o chefe da diplomacia cabo-verdiana.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros José Luís Livramento prevê que o conflito vá ter consequências económicas também em Cabo Verde.

A Câmara de Comércio de Sotavento já veio a público a propor ao governo a criação de um gabinete de crise para prevenir e evitar efeitos negativos sobre a economia nacional decorrente da alta de preço do petróleo e gás natural, na sequência do conflito no Médio Oriente, que envolve EUA, Israel e Irão.

Por sua vez, durante a visita que efectua à ilha do Fogo, o Presidente da República, José Maria Neves, através da rádio e televisão públicas disse ver "com muita preocupação" a guerra no Médio Oriente.

“Na verdade, as guerras nunca resolvem os problemas. Destroem, criam problemas humanitários, criam também ressentimentos e geram mais violência. Nós sempre temos apelado ao respeito pela soberania dos países, ao respeito pelo direito internacional e para o diálogo e a solução negociada dos conflitos. E, na linha da nossa Constituição da República, são esses os princípios que nós defendemos. Independentemente dos países ou dos protagonistas, são esses os elementos que Cabo Verde defende na arena internacional. Resta-nos apelar ao bom senso, ao diálogo e à solução negociada deste conflito”, afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano.

A Semana com RFI

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