Israel anunciou esta segunda-feira, 02, ter registado vários mísseis lançados do Líbano contra zonas do norte do país, ataques reivindicados pelo grupo xiita Hezbollah, num contexto de escalada bélica regional após Israel e Estados Unidos atacarem o Irão.
O Hezbollah reivindicou posteriormente a autoria dos ataques, que foram dirigidos ao sul de Haifa, de acordo com um comunicado do grupo, divulgado por meios de comunicação como a emissora do Qatar Al Jazeera.
Vários alertas foram ativados no norte de Israel após os ataques, pouco depois da meia-noite (21h00 de domingo em Cabo Verde), de acordo com informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI, na sigla em inglês) na plataforma de mensagens Telegram.
As FDI garantiram que estavam a responder com bombardeamentos em território libanês.
“A Força Aérea intercetou um projétil que cruzou do Líbano (…) Não foram relatados danos ou vítimas”, anunciou o exército israelita, notando que outros projéteis caíram em áreas abertas.
De acordo com esta informação, o grupo xiita atacou Israel “em vingança pelo sangue do imã Khamenei”.
“A nossa resposta é de legítima defesa”, acrescentou.
As FDI garantiram estar a responder a estes ataques “de forma vigorosa” com bombardeamentos dirigidos contra “a organização terrorista Hezbollah em todo o Líbano”, que acusou de “operar sob os auspícios do regime terrorista iraniano”.
Esta troca de fogo e acusações ocorre num contexto de escalada bélica regional após o bombardeamento de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que causou a morte do líder supremo iraniano, do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, além de vários altos oficiais militares, deixando um saldo total de mais de 200 vítimas mortais.
Israel bombardeia regularmente o Líbano com o objetivo de enfraquecer o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão.
O Irão, por sua vez, bombardeou Israel, causando nove mortos, e os países aliados dos Estados Unidos na região onde Washington mantém bases militares, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos, onde também deixou três vítimas mortais.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
A Semana com Observador/Lusa







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