domingo, 14 junho 2026

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Europa reage ao ataque dos EUA e Israel contra o Irão e operação militar estende-se a toda a região

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Uma declaração conjunta da Comissão Europeia e do Conselho Europeu indica que os desenvolvimentos no Irão são "muito preocupantes" e reafirma "compromisso firme da UE em salvaguardar a segurança e a estabilidade regional".

 

Numa declaração conjunta, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, apelidaram os acontecimentos de "muito preocupantes", instando todas as partes a evitarem medidas que possam inflamar ainda mais as tensões ou enfraquecer o quadro mundial de não proliferação.

 

Os líderes europeus reagiram com um misto de alarme e cautela às notícias dos ataques militares conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão. O Pentágono designou a ofensiva por "Operação Fúria Épica", alertando para o risco de a ofensiva alargar o conflito no Médio Oriente.

 

O presidente francês Emmanuel Macron classificou os ataques como uma "escalada de guerra" que "acarreta graves consequências para a paz e a segurança internacionais". A França vai pedir uma "reunião urgente" do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Numa declaração conjunta, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, apelidaram os acontecimentos de "muito preocupantes", instando todas as partes a evitarem medidas que possam inflamar ainda mais as tensões ou enfraquecer o quadro mundial de não proliferação.

"Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem plenamente o direito internacional", escreveram von der Leyen e Costa numa declaração publicada no X.

 A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, adotou um tom um pouco mais comedido, caracterizando a situação como "perigosa". O regime iraniano, escreveu, "matou milhares de pessoas" e "os seus programas de mísseis balísticos e nuclear, juntamente com o apoio a grupos terroristas, representam uma séria ameaça à segurança global".

Mas "a proteção dos civis e do direito internacional humanitário é uma prioridade", afirmou, acrescentando que a força naval "Aspides" da UE permanece "em alerta máximo" no Mar Vermelho e "está pronta a ajudar a manter o corredor marítimo aberto".

As declarações foram feitas poucas horas depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques em larga escala em todo o Irão, alegadamente visando um complexo no centro de Teerão que se acredita albergar a residência do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, de 86 anos.

Durante a operação, o presidente dos EUA, Donald Trump, aconselhou os iranianos a procurarem abrigo e afirmou, num vídeo partilhado nas redes sociais, que o Irão persiste em expandir o seu programa nuclear e pretende construir mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.

As tensões entre Washington e Teerão intensificaram-se fortemente após a última ronda de negociações nucleares em Genebra, na quinta-feira, com o objetivo de finalizar um novo acordo.

No sábado, Macron instou o regime iraniano a "entrar em negociações de boa-fé" para pôr fim aos seus programas nucleares e balísticos. "Isto é absolutamente essencial para a segurança de todos no Médio Oriente", notou.

A União Europeia adotou sanções extensas em resposta às violações dos direitos humanos do Irão, ao apoio militar do país à guerrada Rússia contra a Ucrânia e às suas atividades de proliferação nuclear.

No mês passado, o bloco impôs novas sanções contra membros do regime iraniano, depois de milhares de pessoas terem sido mortas na recente repressão do regime contra manifestantes. Decidiu também acrescentar o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) do Irão à lista de terroristas da UE.

No sábado, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, alertou contra "uma espiral que pode ameaçar o Médio Oriente, a Europa e não só".

Vários ministros dos Negócios Estrangeiros europeus manifestaram também a sua preocupação com os ataques.

O chefe da diplomacia espanhola, José Manuel Albares, disse que Espanha estava a acompanhar a situação e exigiu respeito pelo direito internacional. "A violência só traz o caos. A desescalada e o diálogo são o caminho para a paz e a estabilidade", escreveu.

O ministro espanhol afirmou que todas as embaixadas de Espanha na região continuam operacionais para os seus cidadãos.

A Semana com Euronews

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