domingo, 14 junho 2026

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Guiné-Bissau: Governo pede desculpa à União Europeia

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A Comissão Europeia revelou que o Governo de transição da Guiné‑Bissau pediu desculpa ao embaixador da UE após a sua expulsão por homens armados da Casa dos Direitos. O incidente ocorreu a 7 de fevereiro.

O primeiro-ministro do Governo de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, lamentou o acontecimento, afirmando que as autoridades guineenses "só mais tarde" tiveram conhecimento do sucedido e que a questão já foi esclarecida com o embaixador da UE.

A Comissão Europeia divulgou hoje que as autoridades da Guiné-Bissau pediram desculpa ao embaixador da União Europeia (UE) no país, após um incidente, em 07 de fevereiro, em que este foi expulso de um evento por homens armados.

"O primeiro-ministro ‘de facto' [Ilídio Vieira Té] e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de transição [em Bissau] pediram pessoalmente desculpa na segunda-feira, 09 de fevereiro", disse hoje, na conferência de imprensa diária, um porta-voz para a Política Externa da Comissão Anouar El Anouni.

O porta-voz explicou que, em 07 de fevereiro, o embaixador da UE em Bissau, Federico Bianchi, visitou a Casa dos Direitos, uma organização da sociedade civil, no quadro das jornadas dos direitos humanos e, no final, "os participantes foram expulsos por homens armados em minutos".

El Anouni explicou ainda que o embaixador contactou, posteriormente, "as autoridades ‘de facto' pedindo informações complementares", recebendo pessoalmente um pedido de desculpa.

Governo de transição demarca-se da ação de homens armados

Na quarta-feira, o Governo de transição da Guiné-Bissau demarcou-se de um incidente com o embaixador da União Europeia em Bissau, alegando desconhecer uma ação policial que envolveu o diplomata, denunciada pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.

De acordo com a Liga, o diplomata europeu Federico Bianchi fazia uma visita guiada à Casa dos Direitos, sede da Liga Guineenses dos Direitos Humanos, em 07 de fevereiro, quando recebeu ordens (da polícia) para que abandonasse o local, juntamente com todos os presentes.

O primeiro-ministro do Governo de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, lamentou o acontecimento, afirmando que as autoridades guineenses "só mais tarde" tiveram conhecimento do sucedido e que a questão já foi esclarecida com o embaixador da UE.

 

A Semana com DW África

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