domingo, 14 junho 2026

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Uma em cada 4 vítimas de tráfico de pessoas é uma criança, segundo Organização Internacional de Migrações

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Uma em cada quatro vítimas de tráfico humano é uma criança, disse esta quinta-feira, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pedindo aos governos de todo o mundo que deem prioridade ao combate a este crime. Cabo Verde soma três  crianças e uma mulher  desaparecidas na cidade da Praia (ver fotos), supostamente por uma rede de tráfico  humano ainda por desvendar   pelas autoridades nacionais.

“Milhões de crianças em movimento enfrentam riscos acrescidos de exploração e tráfico, mas permanecem, muitas vezes, invisíveis nas políticas globais e nos sistemas de proteção”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, numa mensagem em vídeo divulgada na conferência internacional que decorre em Marrocos.
 
Segundo o Observador que cita Lusa, o apelo referido, feito na 6.ª Conferência Global sobre a Eliminação do Trabalho Infantil, que decorre até  esta sexta-feira em Marraquexe, adiantou ser preciso obter dados e mais sólidos, já que os valores conhecidos estão, segundo a OIM, muito abaixo da realidade.

Ainda assim, a organização adiantou que os dados oficiais mais recentes apontam para a existência de mais de 125.000 vítimas de tráfico humano em todo o mundo.

Mesmo com a subnotificação generalizada e as lacunas na deteção, a organização refere que, entre as pessoas identificadas, constam cerca de 30.000 crianças, todas sujeitas a exploração e trabalho infantil.

Os Estados devem, por isso, colocar a migração e o tráfico de pessoas no centro dos seus esforços, reforçando não só a os dados, mas a investigação e cooperação transfronteiriça para proteger as crianças em movimento, defendeu a OIM.

“Milhões de crianças em movimento enfrentam riscos acrescidos de exploração e tráfico, mas permanecem, muitas vezes, invisíveis nas políticas globais e nos sistemas de proteção”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, numa mensagem em vídeo divulgada na conferência.

“Precisamos de agir agora — além-fronteiras e em todos os setores — para colmatar estas alarmantes lacunas de proteção e garantir que todas as crianças, em todo o lado, estão seguras”, acrescentou segundo a fonte deste jornal.

A conferência, organizada pelo Governo de Marrocos e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), teve início na quarta-feira e, até sexta-feira, reúne governos, agências da ONU, empresas e sociedade civil para “acelerar ações no sentido da eliminação do trabalho infantil”.

Para a OIM, é essencial criar parcerias para colmatar as lacunas das respostas à migração, ao trabalho infantil e ao tráfico de pessoas, e para apoiar os países no desenvolvimento de abordagens integradas, destacando o sucesso da colaboração com os governos do Leste e do Corno de África e do Norte de África.

 

Cabo Verde com 4 casos por desvendar

De salientar que Cabo Verde soma já três  crianças e uma mulher  desaparecidas só na cidade da Praia (ver fotos), supostamente por uma rede de tráfico  humano ainda por desvendar   pelas autoridades nacionais.

Conforme reporta a Infopress, desde 03 de Fevereiro de 2018, Sandro Mendes “Filú” de dez anos e Clarisse Mendes “Nina” prestes a completar 12 anos estão desaparecidos

Saíram de casa, em Achada Limpa, na cidade da Praia, para comprar açúcar, a pedido da avó Marcelina Lopes, em Água Funda, e não regressaram.

A 28 de Agosto de 2017, Edine Soares, 19 anos, deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos, lembra a mesma fonte,

A ministra da Justiça, Joana Rosa, afirmou, recentemente , na cidade da Praia, que a Polícia Judiciária (PJ) não dispõe de novas informações sobre o desaparecimento de crianças em Cabo Verde, mas que  as investigações continuam - os casos aconteceram em 2018, portanto há 8 anos sem se descobrir nada.

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