No sábado, a Casa dos Direitos na Guiné-Bissau foi invadida por uma dezena de polícias que expulsaram o embaixador da União Europeia, Federico Bianchi, então presente no local. Esta constitui a quarta incursão injustificada das autoridades neste local emblemático para os guineenses desde que os militares tomaram o poder.
"A Casa dos Direitos condena com a maior firmeza este novo ato de intimidação armada, que constitui igualmente um desrespeito grave e inaceitável para com o maior parceiro multilateral do país, a União Europeia, cuja presença institucional foi também alvo directo desta actuação", pode ler-se num comunicado enviado às redacções pelo Consórcio da Casa dos Direitos.
Conforme a RFI, a Casa dos Direitos, na Guiné-Bissau, foi mais uma vez invadida, a quarta desde que os militares tomaram o poder no país no fim de Novembro de 2025. Esta nova incursão aconteceu durante a visita de Federico Bianchi, embaixador da União Europeia no país, e colocou imediatamente um ponto final a esta acção do dignatário europeu.
Segundo relatos, a visita decorria neste sábado, no quadro da celebração da Quinzena dos Direitos, quando cerca de dez homens da polícia, fortemente armados e encapuzados, entraram nas instalações e deram ordens de expulsão a todos os presentes. Não terá sido dada qualquer justificação ou explicação para esta expulsão
O Consórcio da Casa dos Direitos considera este acontecimento como "grave, inesperado e absolutamente inaceitável", sendo que há cerca de um mês, no final de Dezembro um episódio similar já tinha acontecido no mesmo local. Naquela altura, a Casa dos Direitos foi invadida, com dois funcionários da Liga Guineense dos Direitos Humanos a serem espancados brutalmente.
"A Casa dos Direitos condena com a maior firmeza este novo ato de intimidação armada, que constitui igualmente um desrespeito grave e inaceitável para com o maior parceiro multilateral do país, a União Europeia, cuja presença institucional foi também alvo directo desta actuação", pode ler-se num comunicado enviado às redacções pelo Consórcio da Casa dos Direitos.
Conforme a fonte deste jornal, apesar destes acontecimentos, os activistas pelos direitos humanos na Guiné-Bissau mantêm contactos com o Governo de transição de forma a alertar para a importância do respeito dos direitos fundamentais e reiteram "o compromisso inabalável com os valores da paz, da dignidade da pessoa humana, da democracia e do Estado de Direito", garantindo que continuarão a sua acção "independentemente de pressões, ameaças ou tentativas de silenciamento".







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