domingo, 14 junho 2026

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ONU precisa de 158,7 milhões de euros face a escala da emergência das cheias em Moçambique

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ONU afirma que "inundações severas e persistentes afetaram grandes pontos do país, particularmente nas regiões sul e centro" e apela à mobilização de 187 milhões de dólares de forma a dar assistência.

A ONU admite que a “escala e o ritmo” da emergência provocada pelas cheias de janeiro em Moçambique excedem as disponibilidades, apelando à mobilização de 187 milhões de dólares (158,7 milhões de euros) para assistência urgente.

Num relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), com dados até 3 de fevereiro, refere-se que “inundações severas e persistentes afetaram grandes pontos do país, particularmente nas regiões sul e centro de Moçambique”.

“Os rios transbordaram, as comunidades foram deslocadas e casas, escolas, instalações de saúde, sistemas de água e estradas foram danificados ou destruídos (…). As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, reforçar a coordenação e apoiar a prestação de assistência vital”, acrescenta.

Desde meados de janeiro, estas cheias afetaram mais de 723 mil pessoas em Moçambique, com 75 mil pessoas ainda em centros de abrigo, além do registo provisório de 23 mortos.

Aquela agência reconhece que apenas conseguiu apoiar até ao momento 90 mil pessoas, das 620 mil identificadas a necessitar de alimentação segura e outros apoios de emergência.

“A escala e o ritmo desta emergência excedem a capacidade disponível. O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta a Cheias de 2026 procura mobilizar 187 milhões de dólares para prestar assistência urgente e vital a aproximadamente 600 mil pessoas afetadas pelas cheias”, descreve o relatório do OCHA.

Desse total, 65,5 milhões de dólares (55,5 milhões de euros) destinam-se ao reforço da segurança alimentar e meios de subsistência, nomeadamente nos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento no país, sobretudo no sul, e 28,4 milhões de dólares (24,1 milhões de euros) para abrigos e tendas.

Mais de 723.500 pessoas foram afetadas pelas cheias desde janeiro em Moçambique, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com a mais recente atualização na base de dados do INGD, com informação até às 13h30 de quinta-feira (11h30 de Lisboa), as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.248 famílias.

Desde 7 de janeiro foram registados ainda 145 feridos e nove desaparecidos, além de 3.555 casas parcialmente destruídas, 832 totalmente destruídas e 165.946 inundadas, agravando os números anteriores.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 182 mortos, além de 289 feridos e de 844.932 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

A Semana com Observador 

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