domingo, 14 junho 2026

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Angolanos e indonésios retidos há quase três meses em pesqueiro português arrestado em Cabo Verde

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Um barco de pesca de um armador português continua retido por ordem judicial no porto do Mindelo, Cabo Verde, há cerca de três meses, com 12 trabalhadores angolanos e indonésios à espera dos salários, segundo uma fonte ligada ao processo.

Segundo a fonte deste jornal, o inspetor da ITF, Gonzalo Galan, considerou a situação “horrível“, afirmando que os pescadores não conseguem sustentar as famílias e exigem “a única solução justa possível: receber os salários em atraso e regressar a casa em segurança e sem demora”.
 
“O navio continua retido, com a mesma situação. Eles têm comida, têm água, mas os salários ainda não foram pagos“, disse à Lusa cita pelo Observador o capitão dos Portos do Barlavento cabo-verdiano, Aguinaldo Lima, recordando que o tribunal notificou o arresto em dezembro e que a tripulação continua a cumprir a decisão judicial.

O responsável explicou que, segundo informações, os trabalhadores continuam à espera do armador para resolver a situação.

Além da alimentação, está garantida a consulta médica sempre que necessário.

“Eles estão todos bem. O único problema é o salário”, afirmou, acrescentando que não houve qualquer contacto das embaixadas de Angola e da Indonésia, nem pedidos de repatriamento.

Em dezembro de 2025, prossegue a mesma fonte, o representante da Agência de Navegação de Cabo Verde (Limage), José Lima, disse à Lusa que a embarcação estava parada há cerca de dois meses no porto do Mindelo, na ilha de São Vicente com 12 trabalhadores sem receber salários.

Na mesma altura, a Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte (ITF) denunciou que os 12 homens a bordo do barco Novo Ruivo, de bandeira portuguesa, estavam há oito meses sem remuneração e abandonados pelo armador.

Segundo a fonte deste jornal, o inspetor da ITF, Gonzalo Galan, considerou a situação “horrível“, afirmando que os pescadores não conseguem sustentar as famílias e exigem “a única solução justa possível: receber os salários em atraso e regressar a casa em segurança e sem demora”.

A organização apelou ainda para que os empregadores da indústria pesqueira europeia negociem um acordo coletivo que garanta proteção efetiva a tripulações estrangeiras em embarcações de capitais europeus.

 

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