domingo, 14 junho 2026

C CULTURA

Rússia ofereceu-se para trocar Venezuela pela Ucrânia em 2019. "Um acordo muito estranho", disseram então os EUA

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Donald Trump estava no seu primeiro mandato enquanto presidente dos Estados Unidos da América. Na altura, responsáveis russos sinalizaram estar dispostos a permitir que Washington levasse a cabo, livremente, os seus interesses na Venezuela. Com uma condição: os EUA teriam de permitir que Moscovo fizesse o mesmo na Ucrânia.

 

Como destacam o Kyiv Independent ou o The New York Times, o Kremlin considerou, em abril de 2019, a possibilidade de abdicar da sua influência na Venezuela em troca de um controlo sem restrições na Ucrânia, segundo Hill.As autoridades russas estavam, segundo disse a antiga conselheira de Trump aos congressistas, “a sinalizar fortemente que queriam, de alguma forma, fazer um acordo de troca muito estranho entre a Venezuela e a Ucrânia”.

A história foi contada por Fiona Hill, antiga conselheira de Trump, numa audiência no Congresso em 2019 e agora recuperada, após o ataque do presidente norte-americano à Venezuela, a 3 de janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro, um dos aliados de Vladimir Putin.

Como destacam o Kyiv Independent ou o The New York Times, o Kremlin considerou, em abril de 2019, a possibilidade de abdicar da sua influência na Venezuela em troca de um controlo sem restrições na Ucrânia, segundo Hill.

As autoridades russas estavam, segundo disse a antiga conselheira de Trump aos congressistas, “a sinalizar fortemente que queriam, de alguma forma, fazer um acordo de troca muito estranho entre a Venezuela e a Ucrânia”.

Embora as propostas de Moscovo fossem “informais”, a mensagem era clara: “Vocês têm a Doutrina Monroe. Querem que saiamos do vosso quintal. Bom, nós também temos a nossa versão. Vocês estão no nosso quintal, na Ucrânia.”

Hill contou que foi enviada à Rússia para rejeitar a proposta. Contudo, sete anos depois, Trump invoca a Doutrina Monroe para justificar o ataque à Venezuela e o controlo da indústria petrolífera daquele país.

Trump já veio anunciar que a Venezuela irá entregar até 50 milhões de barris de petróleo sancionado aos EUA, que será vendido “ao preço de mercado”.

O presidente dos Estados Unidos também exigiu que a Venezuela corte laços económicos com a Rússia, a China, o Irão e Cuba, para que seja autorizada a explorar mais petróleo.

Vladimir Putin ainda não comentou o ataque dos EUA à Venezuela. Ainda assim, o ministério dos Negócios Estrangeiros russo emitiu uma declaração às Nações Unidas a condenar a agressão americana.

Há analistas que consideram que Putin poderá estar disposto a trocar a sua influência na América Latina pela possibilidade de expandir as suas ambições na Europa.

 

A Semana com CNN Portugal

2500 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Terra
7 days 11 hours

Meus senhores isso e uma boa recomendação, quem aviso amigo e principalmente na setuasao que estamos apassar se não faz is ...

jcf
8 days 11 hours

Não é sério transformar o exame de Matemática no bode expiatório de todos os males. O exame não é “difícil” por m ...

wilson veiga
10 days 13 hours

Francamente, há críticas que são tão pobres que nem chegam a ser oposição, são apenas má-fé com microfone, sobretudo ...

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos