domingo, 14 junho 2026

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Trump exige que Caracas corte relações com China e Rússia

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Exigência surge depois de Trump ter anunciado que a Venezuela vai vender até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA ao seu preço de mercado. Caracas ainda não reagiu. China fala em "caso típico de intimidação".

 

Esta terça-feira, Donald Trump fez saber, na sua rede social, que as "autoridades interinas" da Venezuela iriam vender entre 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo de "alta qualidade" aos EUA ao seu preço de mercado. "Pedi ao secretário da Energia, Chris Wright, que execute o plano, imediatamente". 

 

A administração de Donald Trump informou a líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como pré-condição para aprodução e venda de crude. Segundo a cadeia televisiva ABC, que avançou a notícia, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude.

Até ao momento, o Governo provisório venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez desde que Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, no sábado, ainda não emitiu uma reação oficial às exigências comunicadas por Washington.

Já o Governo chinês considerou a alegada exigência dos Estados Unidos à Venezuela como um ato de intimidação. Questionada em conferência de imprensa sobre a informação avançada pela cadeia de televisão norte-americana ABC News, Mao Ning declarou que a Venezuela "é um país soberano e goza de plena e permanente soberania sobre os seus recursos naturais e todas as atividades económicas no seu território". 

Mao qualificou a alegada pressão como "uso descarado da força" e afirmou que a tentativa de condicionar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos a uma lógica de "Estados Unidos primeiro" constitui um "caso típico de intimidação" que "viola gravemente o direito internacional, infringe seriamente a soberania da Venezuela" e "prejudica os direitos do povo venezuelano". 

A porta-voz sublinhou ainda que os "direitos e interesses legítimos" da China e de outros países com relações económicas com a Venezuela "devem ser protegidos". 

Petróleo a caminho dos EUA?

Esta terça-feira, Donald Trump fez saber, na sua rede social, que as "autoridades interinas" da Venezuela iriam vender entre 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo de "alta qualidade" aos EUA ao seu preço de mercado. 

"Pedi ao secretário da Energia, Chris Wright, que execute o plano, imediatamente". 

Trump adiantou que o dinheiro vai ser controlado por ele, mas que seria usado "em benefício do povo da Venezuela e dos EUA".  

A Casa Branca está a organizar uma reunião, na Sala Oval, na sexta-feira com executivos de empresas petrolíferas sobre a Venezuela, na qual se esperam que participem representantes de Exxon, Chevron e ConocoPhillips, segundo uma fonte conhecedora da iniciativa, que solicitou o anonimato. 

Venezuela não é governada por nenhum "agente externo"

Também em declarações, esta terça-feira, a presidente interina da Venezuela garantiu que nenhum "agente externo" governa o país.

"Estamos aqui governando junto ao povo, o governo da Venezuela rege nosso país, mais ninguém, não há agente externo que governe a Venezuela", disse.

 

A Semana com DW África/Lusa

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