Donald Trump mudou de tom sobre a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ameaçando-a caso não colabore com os EUA.
O tom na abordagem a Delcy Rodriguez mudou radicalmente. Ontem, na conferência de imprensa, Trump mostrou-se disponível para trabalhar com a vice-presidente venezuela. Mas a forma como a também ministra do Petróleo descartou a colaboração com os EUA no país, pode ter feito Trump mudar de discurso.
Donald Trump põe agora pressão sobre a Presidente interina Delcy Rodríguez, que este sábado se recusou a colaborar com o Governo dos EUA, como o republicano tinha indiciado horas antes em conferência de imprensa. Em entrevista telefónica à revista "The Atlantic", Trump diz que se a até ontem vice-presidente venezuelana "não fizer o que está certo" vai "pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro".
"Reconstruir o país e mudar o regime, qualquer coisa que lhe queira chamar, é melhor do que o que temos agora. Não pode ficar pior", disse, numa entrevista feita quando o Presidente estava a chegar ao seu clube de golfe em West Palm Beach, este domingo.
O tom na abordagem a Delcy Rodriguez mudou radicalmente. Ontem, na conferência de imprensa, Trump mostrou-se disponível para trabalhar com a vice-presidente venezuela. Mas a forma como a também ministra do Petróleo descartou a colaboração com os EUA no país, pode ter feito Trump mudar de discurso.
Rodríguez disse que o país está “pronto para defender os recursos naturais” e que a nação continuava preparada para continuar as políticas de Maduro. “Nunca mais seremos uma colónia,” afirmou.
Trump afirmou ainda que a Venezuela pode não ser o último país a sofrer uma intervenção americana: “Precisamos da Gronelândia, sem dúvida”, disse, acrescentando que a ilha (um território autónomo do Reino da Dinamarca, que faz parte da NATO) está “cercada por navios russos e chineses”. A revista diz que, durante a chamada, Trump estava "visivelmente" bem-disposto.
A atual postura da administração Trump alterou-se face à sua primeira passagem pela Casa Branca, lembra a "Atlantic", citando um discurso em dezembro de 2016, quando o republicano disse que os EUA iam “parar de correr para derrubar regimes estrangeiros sobre os quais nada sabemos".
A campanha de Trump desse ano tinha-se centrado na mensagem de que o país se precisava de concentrar em gerir os problemas internos e deixar de se preocupar com outras nações, dando os exemplos do Iraque e do Afeganistão. Na conversa, o Presidente voltou a evocar a sua própria versão da Doutrina Monroe.
A Semana com Expresso







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