segunda-feira, 15 junho 2026

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São Vicente: UCID classifica mensagem de Natal do primeiro-ministro como “propaganda enganosa”

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O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) caracterizou hoje, no Mindelo, a mensagem de Natal do primeiro-ministro de “propaganda enganosa” em período pré-eleitoral e anunciado às custas do erário público.

 

O presidente da UCID concluiu que o país vive um contraste entre indicadores macroeconómicos positivos e dificuldades reais da população e reiterou a necessidade de mudanças políticas após as eleições legislativas de 2026.

 

 

João Santos Luís fez estas considerações em conferência de imprensa, em reacção à mensagem de Natal feita na quarta-feira, 24, por Ulisses Correia e Silva.

Segundo a mesma fonte, o líder do Governo e a sua equipa estão a prometer nestes últimos seis meses “o que não prometeu e nem conseguiu fazer em quatro anos e seis meses”.

“Consideramos essas ideias avançadas para 2026 como enganosas, como propaganda eleitoralista e que, portanto, feito efectivamente em todas as ilhas, à custa do erário público”, lançou João Luís.

O líder da UCID criticou o anúncio do aumento do salário mínimo de 19 mil para 25 mil escudos apenas em 2027, lembrando que o Governo rejeitou uma proposta do seu partido para elevar o valor para 23 mil escudos já em 2026.

“Consideramos que o primeiro-ministro, ao anunciar que haverá aumento do salário mínimo para 25 mil escudos em 2027, está a gozar com os cabo-verdianos”, assegurou o líder da UCID, adiantando que a medida seria fundamental para reduzir a pobreza absoluta e melhorar as condições de vida dos trabalhadores.

Relativamente ao desporto, a oposição congratulou-se com a histórica qualificação de Cabo Verde para o Mundial de futebol, mas afirmou que o feito resulta, sobretudo, do esforço dos atletas e do apoio popular e não das políticas governamentais para o sector.

Quanto à economia, a mesma fonte rejeitou a ideia de uma “recuperação robusta” defendida por Ulisses Correia e Silva, o que, sustentou, “não corresponde em nada à verdade”.

Alegou que o crescimento registado nos últimos anos assenta, essencialmente, no consumo e não se reflecte na melhoria das condições de vida e apontou ainda o elevado custo de vida e o aumento dos preços como prova disso.

O político considerou ainda que a promessa de construção de cerca de mil casas sociais em 2026 é insuficiente para responder ao elevado défice habitacional do país e defendeu um reforço orçamental para o sector da habitação.

No plano social, João Santos Luís criticou o aumento da pensão social de seis para sete mil escudos, considerado aquém do limiar de pobreza definido por instituições internacionais, e propôs um valor mínimo de oito mil escudos para aproximar Cabo Verde dos parâmetros exigidos a países de rendimento médio-alto.

O presidente da UCID concluiu que o país vive um contraste entre indicadores macroeconómicos positivos e dificuldades reais da população e reiterou a necessidade de mudanças políticas após as eleições legislativas de 2026.

A Semana com Inforpress

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