Presidente russo falou ao telefone com Nicolás Maduro e voltou a apoiar as "políticas do Presidente venezuelano" que "protegem interesses e soberania nacional diante da crescente pressão externa".
O apoio de Vladimir Putin surge horas depois em que se verificou mais uma escalada na tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, com as forças de Washington a apreenderem um navio petroleiro na costa da Venezuela quando transportava petróleo sancionado — uma apreensão que Caracas classificou com um “ato de pirataria internacional”.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou ao telefone esta quinta-feira com o homólogo venezuelano, Nicolás Maduro. No meio da escalada da tensão entre os Estados Unidos da América (EUA) e a Venezuela, o chefe de Estado russo “expressou solidariedade com o povo venezuelano” e reiterou o “apoio às políticas do governo de Nicolás Maduro, destinada a proteger os interesses e a soberania nacional diante da crescente pressão externa”.
Na mesma chamada telefónica, segundo um comunicado do Kremlin, os dois líderes “trocaram opiniões sobre o desenvolvimento futuro das relações amistosas entre a Rússia e a Venezuelana, em consonância com o acordo de parceria estratégica e cooperação, que entrou em vigor em novembro de 2025”. Os Presidentes prometeram continuar a trabalhar em “projetos conjuntos nas áreas de comércio, economia, energia, finanças, cultura, ajuda humanitária”.
O apoio de Vladimir Putin surge horas depois em que se verificou mais uma escalada na tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, com as forças de Washington a apreenderem um navio petroleiro na costa da Venezuela quando transportava petróleo sancionado — uma apreensão que Caracas classificou com um “ato de pirataria internacional”.
Colômbia aceita receber Maduro
A Colômbia, um país fronteiriço com a Venezuela, mostrou-se recetiva a receber Nicolás Maduro caso o Presidente venezuelano saia do poder. A ministra dos Negócios Estrangeiros colombiana, Rosa Yolanda Villavicencio, destacou que, dada a “atual tensão”, as “negociações são necessárias e, certamente, se os Estados Unidos exigirem uma transição ou uma mudança [de poder] é algo que eles devem considerar”.
Nesse cenário, se essa solução implicar que Nicolás Maduro “tenha de viver noutro país ou procurar proteção”, a Colômbia “não teria motivos para recusar”, salientou a chefe da diplomacia colombiana.
O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também fez um apelo a um “governo de transição” da Venezuela. “A pátria de Bolivar não deve ser invadida por estrangeiros, nem por retórica vazia, nem por prisões da alma. A pátria de Bolívar defende-se com mais democracia e soberania”, acredita o chefe de Estado colombiano.
Numa publicação do X, Gustavo Petro também assinalou que Nicolás Maduro precisa de entender que a “resposta à agressão externa” não passa apenas pela “mobilização militar”, mas também por uma “revolução democrática”: “Um país defende-se com mais democracia, não com mais repressão ineficaz”.
A Semana com Observador







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