segunda-feira, 15 junho 2026

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Onda de golpes leva CEDEAO a declarar estado de emergência

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A CEDEAO declarou a África Ocidental em "estado de emergência" após uma vaga de golpes e tentativas de golpe, alertando para o desgaste da democracia e o agravamento da insegurança na região.

 

A declaração de Omar Touray  poderá ser uma tentativa de restaurar a credibilidade do bloco, depois de uma intervenção ameaçada mas nunca concretizada no Níger em 2023, afirmou Ulf Laessing, responsável pelo programa do Sahel na Fundação Konrad Adenauer. "A CEDEAO está preocupada que os golpes passem a ser o novo padrão dominante na África Ocidental”, disse Laessing. Recordou que, no Níger em 2023, o grupo ameaçou uma intervenção militar e fixou prazos sem dispor de uma força de prontidão. "Agora tentam mostrar que falam a sério”, acrescentou.

Golpes de Estado e tentativas de golpe na África Ocidental, bem como o agravamento dos desafios de segurança em todos os Estados-membros, deixaram a região em estado de emergência, disse na terça-feira um responsável regional. Omar Touray, presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO/ECOWAS) citado pela DW África, afirmou que tem havido uma "erosão crescente da inclusão eleitoral em vários Estados”.

Touray disse ao Conselho de Mediação e Segurança do bloco, na terça-feira, em Abuja, capital da Nigéria, que, apesar dos esforços para reforçar os princípios constitucionais, os Estados-membros continuam a assistir a ações que os minam. "Os acontecimentos das últimas semanas mostraram a necessidade imperiosa de uma séria introspeção sobre o futuro da nossa democracia e a necessidade urgente de investir na segurança da nossa comunidade”, disse Touray. "Perante esta situação, Excelências, é seguro declarar que a nossa comunidade está em estado de emergência."

Onda de golpes

No domingo, segundo lembra a mesma fonte,  um grupo de soldados apareceu na televisão estatal do Benim para anunciar a dissolução do governo, numa tentativa de golpe que falhou. Esta tentativa é a mais recente de uma série de tomadas de poder militares e tentativas de tomada de poder que têm abalado a região da África Ocidental.

No mês passado, um golpe militar na Guiné-Bissau afastou o antigo presidente Umaro Embaló, após uma eleição contestada na qual tanto ele como o candidato da oposição Ferando Dias  se declararam vencedores.

A declaração de Touray, prossegue a fonte deste jornal,  poderá ser uma tentativa de restaurar a credibilidade do bloco, depois de uma intervenção ameaçada mas nunca concretizada no Níger em 2023, afirmou Ulf Laessing, responsável pelo programa do Sahel na Fundação Konrad Adenauer. "A CEDEAO está preocupada que os golpes passem a ser o novo padrão dominante na África Ocidental”, disse Laessing. Recordou que, no Níger em 2023, o grupo ameaçou uma intervenção militar e fixou prazos sem dispor de uma força de prontidão. "Agora tentam mostrar que falam a sério”, acrescentou.

Não é claro o que a declaração irá mudar, nem se desencadeará uma nova resposta por parte do bloco. A CEDEAO tomou medidas semelhantes no passado, nomeadamente durante as guerras civis na Libéria e na Serra Leoa, embora sem as definir como estados de emergência, refere a DW África.

 

 

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