segunda-feira, 15 junho 2026

C CULTURA

União Europeia acorda interdição da importação de gás russo até ao outono de 2027

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Um acordo foi esta quarta-feira alcançado entre os eurodeputados e os Estados europeus para proibir todas as importações de gás russo para a União Europeia no outono de 2027, avançou a agência France-Presse (AFP).

 

O executivo europeu optou por uma proposta legislativa em vez de sanções, uma vez que pode ser adotada por maioria qualificada dos Estados-Membros.O objetivo é evitar um veto da Hungria e da Eslováquia, consideradas próximas de Moscovo e firmemente opostas a essas medidas.Trata-se de um compromisso alcançado esta madrugada entre o Parlamento Europeu, que desejava uma proibição mais rápida, e os Estados-Membros, que queriam um pouco mais de tempo.

No caso dos gasodutos, a proibição dos contratos de longo prazo, os mais sensíveis porque, por vezes, têm uma duração de várias décadas, entrará em vigor a 30 de setembro de 2027, desde que as reservas sejam suficientes, e será aplicável o mais tardar a 1 de novembro de 2027.

 

Para o gás natural liquefeito (GNL), a proibição dos contratos de longo prazo será aplicada a partir de 1 de janeiro de 2027, segundo anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para sancionar a Rússia.

Para os contratos de curto prazo, a proibição será aplicável a partir de 25 de abril de 2026 para o gás natural liquefeito e a partir de 17 de junho de 2026 para o gás transportado por gasoduto.

Este calendário terá de ser aprovado uma última vez pelos Estados-Membros e pelo Parlamento, mas este acordo abre caminho a uma votação que não antecipa surpresas.

As empresas europeias poderão invocar um caso de “força maior” para justificar legalmente quebras contratuais, mencionando a proibição de importação decidida pela UE.

 

O executivo europeu optou por uma proposta legislativa em vez de sanções, uma vez que pode ser adotada por maioria qualificada dos Estados-Membros.

O objetivo é evitar um veto da Hungria e da Eslováquia, consideradas próximas de Moscovo e firmemente opostas a essas medidas.

Quase quatro anos após a invasão da Ucrânia, a União Europeia pretende privar a Rússia da fonte de receitas financeiras provenientes do gás.

A quota do gás russo nas importações de gás da União Europeia passou de 45% em 2021 para 19% em 2024.

Embora a UE se tenha esforçado por reduzir o abastecimento através de gasodutos, este tem sido parcialmente substituído pelo gás natural liquefeito (GNL), transportado por navio, descarregado em portos, regaseificado e depois injetado na rede europeia.

Atrás dos Estados Unidos (45%), a Rússia ocupou uma posição central nas importações de GNL pela UE em 2024, fornecendo 20 mil milhões de metros cúbicos dos cerca de 100 mil milhões importados.

 

A Semana com Observador/Lusa

2500 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Terra
7 days 16 hours

Meus senhores isso e uma boa recomendação, quem aviso amigo e principalmente na setuasao que estamos apassar se não faz is ...

jcf
8 days 15 hours

Não é sério transformar o exame de Matemática no bode expiatório de todos os males. O exame não é “difícil” por m ...

wilson veiga
10 days 17 hours

Francamente, há críticas que são tão pobres que nem chegam a ser oposição, são apenas má-fé com microfone, sobretudo ...

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos