O Presidente são-tomense disse que a CPLP vai iniciar diligências para uma cimeira extraordinária a fim de ultrapassar a vacatura na presidência da organização liderada pela Guiné-Bissau, onde militares tomaram o poder.
Relativamente às críticas apontadas a CPLP pela eventual demorada na tomada de decisões relativamente a situação na Guiné-Bissau, Carlos Vila Nova disse que reage "com naturalidade", sublinhando que a CPLP é uma organização continental "eminentemente política e cultural", o que a diferencia das outras organizações sub-regionais africanas.
Segundo DW África que cita Lusa,Carlos Vila Nova disse que manteve esta segunda-feira "uma longa conversa" com a secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e referiu que "tem havido diligências junto da CPLP" relativamente à situação na Guiné-Bissau.
"Neste momento há uma situação de vacatura, e nos nossos estatutos não se prevê vacatura. Nos próximos dias temos que abrir caminhos para uma série de diligências por parte de todos os Estados-membros para ultrapassarmos esta questão", disse Carlos Vila Nova.
O Presidente são-tomense foi interpelado pelos jornalistas após ter participado, no Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, numa reunião virtual da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).
Questionado sobre se a solução passará pelo retorno da presidência a São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova admitiu que "é possível", mas, sublinhou que tendo em conta que "há uma sequência a seguir", "se calhar é melhor" trabalhar numa transição e uma "solução mais duradoura".
Relativamente às críticas apontadas a CPLP pela eventual demorada na tomada de decisões relativamente a situação na Guiné-Bissau, Carlos Vila Nova disse, segundo a mesma fonte, que reage "com naturalidade", sublinhando que a CPLP é uma organização continental "eminentemente política e cultural", o que a diferencia das outras organizações sub-regionais africanas.
Vila Nova sublinhou que acompanha "com muita apreensão" e "bastante preocupação" a situação na Guiné-Bissau.
"São Tomé e Príncipe condena e condenará sempre toda a tentativa de subversão da ordem constitucional. Usurpar poderes por vias das armas merece a nossa condenação e deve ser respeitada a manifestação expressa pelo povo nas urnas", sublinhou o Presidente são-tomense.







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