segunda-feira, 15 junho 2026

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PR José Maria Neves afasta-se da mediação na Guiné-Bissau para preservar neutralidade histórica

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O Presidente da República afirmou hoje que Cabo Verde decidiu afastar-se da comissão de mediação sobre a crise na Guiné-Bissau, considerando a sensibilidade do tema e as relações históricas e de proximidade entre os dois países.

 

“(…) Cabo Verde tem relações muito próximas com a Guiné-Bissau, fez uma luta conjunta de libertação nacional e convém que nesta fase não esteja muito envolvido nesta questão de modo a poder dar uma contribuição mais ampla no quadro da CEDEAO”, apontou.

 

“Nós, fazendo uma avaliação mais fina da situação, decidimos distanciar-nos da comissão de mediação, tendo até em conta as relações históricas entre Cabo Verde e Guiné Bissau, mas desejamos o melhor para Guiné-Bissau, que consiga ultrapassar este momento de crise política”, precisou José Maria Neves.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), o chefe de Estado e explicou que este distanciamento permitirá a Cabo Verde contribuir de forma mais ampla e equilibrada no quadro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem acompanhado o processo após o golpe de Estado.

José Maria Neves sublinhou que o país não pretende interferir nos assuntos internos da Guiné-Bissau, evitando comentários ou análises que possam complicar o processo de diálogo.

“(…) Cabo Verde tem relações muito próximas com a Guiné-Bissau, fez uma luta conjunta de libertação nacional e convém que nesta fase não esteja muito envolvido nesta questão de modo a poder dar uma contribuição mais ampla no quadro da CEDEAO”, apontou.

Recordou que já existe um presidente de transição e um novo Governo nomeado, e que é com esses dados concretos que a comunidade internacional deve trabalhar para apoiar a estabilização do país.

Apesar do afastamento da mediação directa, o chefe de Estado garantiu que Cabo Verde continuará a contribuir para os esforços regionais de resolução da crise

Confirmou ainda a sua participação na cimeira da CEDEAO, marcada para 14 de Dezembro, na Nigéria, onde pretende colaborar com base no relatório da comissão de mediação relativo aos primeiros contactos com as novas autoridades guineenses.

A Comissão de Mediação presidida pelo presidente em exercício da CEDEAO, o presidente da Serra Leoa deverá chegar ainda hoje à Guiné Bissau.

Em Bissau, os chefes de Estado deverão articular outros contactos diplomáticos urgentes, seguindo as orientações do presidente da organização, na tentativa de restaurar a legalidade constitucional e estabilizar a Guiné-Bissau,

Na última quinta-feira, 27, os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO reuniram-se em Cimeira Extraordinária e de Emergência e condenaram de forma unânime o golpe de Estado ocorrido na Guiné-Bissau.

 

A Semana com Inforpress

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