O diplomata cabo-verdiano e ex-Secretário Executivo da Comundade dos Paises de Lingua Portuguesa (CPLP), Luis Fonseca, condena, num post que publicou na sua página de Facebook, a detenção do líder do PAICV, Domingoos Simões Pereira, na sequência do golpe de estado perpetrado no dia 26 de novembro em Guiné-Bissau por militares de confiança do presidente Umaro sissoco Embaló, alegdamente derrotado pelo candidato independente Fernando Dias, nas eleições de 23 de Novembro. Fonseca pede a intervenção urgente da comunidade internacional para a reposição da ordem constitucional em Bissau, incluindo a CPLP que vinha sendo presidida pelo chefe de estado deposto.
«Enquanto Combatente da Liberdade da Pátria, como cidadão que tomou parte na luta que levou à libertação de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, mas também na qualidade de antigo Secretário Executivo da CPLP, cargo em que tive a honra de ser sucedido pelo Engenheiro Domingos Simões Pereira, atual Presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, junto a minha voz e indignação às de inúmeros cidadãos dos nove Estados da nossa Comunidade, condenando o sequestro desse ilustre cidadão e o de vários cidadãos pacíficos desse país irmão, no quadro nebuloso de um estranho golpe de Estado, executado na iminência da proclamação dos resultados de eleições reconhecidas como livres e transparentes pelos observadores internacionais, incluindo os da CPLP, e que prenunciavam uma nova era de esperança para a nação guineense», lê-se no post referido.
«Deixo aqui registada a minha total solidariedade com Domingos Simões Pereira e todos os cidadãos guineenses que estão a ser vítimas desta vaga repressiva antidemocrática simulada em golpe de Estado, esperando que os governos legítimos da CPLP, à semelhança de outros governos e organizações internacionais, se posicionem claramente na condenação inequívoca da trama urdida para anular a vontade popular expressa nas urnas, exigir a publicação dos resultados eleitorais e a devolução à total liberdade, sem quaisquer restrições, de todos os dirigentes políticos e cidadãos guineenses injustificadamente detidos ou sequestrados pelas atuais autoridades do país», defende Luis Fonseca.
Segundo o diplomata cabo-verdiano aposentado, a detenção sem qualquer fundamento do Engenheiro Domingos Simões Pereira, a sua manutenção em condições atentatórias à sua saúde e dignidade, a perseguição dos dirigentes e membros dos partidos da oposição guineense, ao mesmo tempo que a principal figura do regime alegadamente deposto se encontra, com o beneplácito dos autores do “golpe de estado”, tranquilamente instalado no estrangeiro com honras e regalias, indiciam estar em curso mais um processo grosseiro de adulteração do processo eleitoral, um gritante atentado à democracia nesse país.
«Enquanto Combatente da Liberdade da Pátria, como cidadão que tomou parte na luta que levou à libertação de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, mas também na qualidade de antigo Secretário Executivo da CPLP, cargo em que tive a honra de ser sucedido pelo Engenheiro Domingos Simões Pereira, atual Presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, junto a minha voz e indignação às de inúmeros cidadãos dos nove Estados da nossa Comunidade, condenando o sequestro desse ilustre cidadão e o de vários cidadãos pacíficos desse país irmão, no quadro nebuloso de um estranho golpe de Estado, executado na iminência da proclamação dos resultados de eleições reconhecidas como livres e transparentes pelos observadores internacionais, incluindo os da CPLP, e que prenunciavam uma nova era de esperança para a nação guineense», refere o post que vimos citando.







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