segunda-feira, 15 junho 2026

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Governo de Cabo Verde condena tentativa de golpe de estado na Guiné-Bissau

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O Governo de Cabo Verde condenou, esta quarta-feira, com veemência, qualquer tentativa de tomada do poder pela força na Guiné-Bissau, sublinhando que tal situação contraria os princípios democráticos e a convivência pacífica entre povos.

 

O Governo apelou aos envolvidos que se abstenham de qualquer acto de violência e intimidação, garantindo que a ordem constitucional seja rapidamente restabelecida e o processo eleitoral concluído.

 

Em nota de imprensa ciatda pela Inforpress, o Executivo manifestou  preocupação com o comunicado do autodenominado “Alto Comando Militar” da Guiné-Bissau, que reivindica a tomada do poder, apelando à contenção e ao restabelecimento rápido da ordem constitucional.

A mesma fonte alerta que tais actos são inaceitáveis, especialmente num país irmão, membro da CPLP e da CEDEAO, que já tem um histórico de subversão militar.

O Governo apelou aos envolvidos que se abstenham de qualquer acto de violência e intimidação, garantindo que a ordem constitucional seja rapidamente restabelecida e o processo eleitoral concluído.

A nota salienta ainda que através da Embaixada de Cabo Verde na Guiné-Bissau, o Executivo acompanha atentamente a situação da comunidade cabo-verdiana naquele país, indicando que o arquipélago reafirma ainda o seu compromisso com os valores de Estado de Direito Democrático e com a ascensão pacífica e democrática ao poder político.

De acordo com a Agência Lusa, os militares tomaram esta quarta-feira, 26, o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses.

O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informa que os militares assumiram a liderança do país.

Na comunicação informa-se que foi “instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública” e que o mesmo “acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau”.

Esta quarta-feira, lembra a fonte deste jornal,  ouviram-se tiros em Bissau e uma página de Facebook ligada ao Presidente da República guineense divulgou que oficiais militares ligados à etnia balanta, maioritária na Guiné-Bissau, terão levado preso Umaro Sissoco Embaló.

Uma alegada tentativa de golpe de Estado que membros da sociedade civil e de partidos da oposição denunciam como sendo uma manobra do chefe de Estado para suspender o processo de contagem de votos das eleições presidenciais de domingo, que lhe seria desfavorável.

 

 

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