O líder da JPAI defendeu hoje que o Orçamento do Estado (OGE) para 2026 é mais um orçamento deste Governo do MpD que não irá resolver os principais desafios da juventude caboverdiana. Fidel Cardoso de Pina avisa que só com um novo governo a partir de 2026 liderado pelo PAICV o país terá uma nova visão para a juventude, assumindo claramente os jovens como prioridade e motor para o crescimento e desenvolvimento de Cabo Verde.
O poliitico sustenta que neste OGE 2026 o Governo fala em “esperança”, mas apresenta um orçamento que não determina e quantifica o número de empregos a serem criados, não combate a precariedade laboral, não valoriza os jovens técnicos e recém-formados, e não cria incentivos para combater a fuga de talentos, uma das maiores ameaças ao futuro do país, quando se sente claramente os impactos da escassez da mão obra em vários sectores vitais da nossa economia.
«A Juventude do PAICV entende que o Orçamento de Estado para 2026, é um documento que na sua essência classificamos como eleitoralista, atípico e profundamente distante das aspirações e necessidades dos jovens cabo-verdianos. Trata-se de um orçamento que, em vez de responder às necessidades reais do país, continua a não dar respostas para o presente e o futuro da juventude, reduzindo investimentos estratégicos, agravando o endividamento e o aumentando a exposição do país a dívidas de curto prazo que comprometem o futuro das próximas gerações», entende o presidente da organização que falava hoje em conferência de imprensa.
Fuga de cérebro e desesperança
Segundo a mesma fonte, é um orçamento apresentado em vésperas de eleições e que será executado por um novo governo, exigindo necessariamente uma retificação já em 2026, em nome da responsabilidade e da defesa dos superiores interesses da juventude cabo-verdiana.
«Quando analisamos as medidas concretas, percebemos que há mais propaganda do que políticas, mais anúncios do que execução, mais promessas do que soluções. Os jovens não podem continuar a ouvir que ‘está tudo bem’, enquanto o Governo continua incapaz de criar mecanismos reais para a inclusão económica», contextualiza.
O poliitico sustenta que neste OGE 2026 o Governo fala em “esperança”, mas apresenta um orçamento que não determina e quantifica o número de empregos a serem criados, não combate a precariedade laboral, não valoriza os jovens técnicos e recém-formados, e não cria incentivos para combater a fuga de talentos, uma das maiores ameaças ao futuro do país, quando se sente claramente os impactos da escassez da mão obra em vários sectores vitais da nossa economia.
«É preocupante essa perda de capital humano, a redução da população ativa e o aumento da população inativa, todos esses essencialmente na camada jovem», destaca.
Precaridade no mercado de trabalho e diminuição da população jovem ativa
De acordo com De Pina que cita os dados do INE, entre 2016 e 2024, a taxa de atividade em Cabo Verde caiu de 63,7% para 58,3%, enquanto a taxa de inatividade subiu de 36,3% para 41,7%.
«No mesmo período, a população ativa reduziu-se em cerca de 12%, descendendo de cerca de 247 mil para cerca de 216 mil pessoas, e a população inativa cresceu cerca de 10%, passando cerca de 140 mil para cerca de 155 mil indivíduos. Consequentemente, a propalada redução da taxa de desemprego que tem merecido muita festa tem segredos por detrás. A inequívoca emigração massiva da população ativa e a metodologia do cálculo que remete para população inativa cerca de 17 mil indivíduos tão simplesmente porque respondem que não há trabalho», acrescenta Fidel Cardoso de Pina.
Problema de acesso de jovens ao ensino superior e promessas eleitorais
.
Neste contexto marcado por emigração massiva, falta de mão de obra qualificada e empobrecimento progressivo das famílias, este orçamento, segundo o presidente da JPAI, aprofunda fragilidades e coloca em risco a sustentabilidade do nosso desenvolvimento. « Não se pode continuar com a narrativa que o país ‘está no bom caminho’. Mas a juventude, conforme ele, sabe que não está bem. O país não está no bom caminho quando a maior parte dos jovens sente que o futuro é mais promissor fora de Cabo Verde do que dentro dele».
«O Governo insiste em afirmar que este orçamento está a ‘reforçar o ensino superior’, mas a realidade veio a confirmar que os compromissos para década do MpD como a resolução do crônico problema das propinas em dívidas dos estudantes, das bolsas de estudos insuficientes e da grande exclusão dos estudantes por razões económicas que afastam milhares de jovens do acesso e da permanência no ensino superior, não foram cumpridas, e vem agora o governo com um conjunto de medidas puramente eleitoralista, de campanha e de última hora para tentar ludibriar a inteligência dos jovens cabo-verdianos, como as bolsas de estudos anunciadas pelo Sr. Primeiro Ministro em São Vicente, o anúncio do programa de emprego para estudantes universitários com remuneração ou ainda a propaganda de última hora a volta de incentivos para habitação jovem», contesta.
Para Fidel Cardoso, no domínio da habitação, o MpD tenta convencer o país de que existem respostas para os jovens. «A verdade é que as políticas de habitação jovem foram práticamente inexistentes durante estes quase 10 anos de governação, e a juventude continua expulsa dos centros urbanos por falta de condições, preços incomportáveis e ausência de programas reais de apoio ao arrendamento ou aquisição da primeira habitação», conclui o líder da JPAI em conferência de imrpensa.







Terms & Conditions
Report
My comments