segunda-feira, 15 junho 2026

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 PR de Cabo verde  desloca-se a Angola para as celebrações dos 50 anos da Independência Nacional

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O  Presidente da República, José Maria Neves, deslocou-se  esta segunda-feira à República de Angola, onde participará, esta terça-feira, 11 de novembro, nas celebrações do Quinquagésimo Aniversário da Independência Nacional daquele país africano de expressão oficial portuguesa.

 

«O Chefe de Estado junta-se, assim, em representação de toda a Nação cabo-verdiana, aos irmãos angolanos neste momento ímpar da História, para celebrar a Liberdade e a Democracia, reafirmando o apoio aos ingentes esforços de desenvolvimento sustentável e progresso da Nação angolana», lê-se na nota remetida ao Asemanaonline.

Para a mesma fonte,  «a presença do Mais Alto Magistrado da Nação neste Jubileu de Ouro da República irmã de Angola constitui uma oportunidade para enaltecer e fortalecer os laços de amizade, solidariedade e cooperação, sabiamente construídos entre os nossos povos e países ao longo das décadas».

 Conforme escritos  históricos, a  proclamação de Independência de Angola deu-se no dia 11 de novembro de 1975, quando o então primeiro Presidente de AngolaAgostinho Neto, proclamou a independência de Angola, de jure e de facto de Portugal.

 

Agostinho Neto e problamação da independência 

Na proclamação de independência o controle de Angola estava, conforme a mesma fonte, dividido pelos três maiores grupos nacionalistas — União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) —, pelo que a independência foi proclamada unilateralmente, pelos três movimentos.

 

O MPLA, que acabara de garantir o controle de Luanda, proclamou a Independência da República Popular de Angola (RPA) às 23h de 11 de novembro de 1975 no Largo da Independência (ou Primeiro de Maio), pela voz de Agostinho Neto dizendo, "diante de África e do mundo proclamo a Independência de Angola”, culminando assim o périplo independentista, iniciado em fevereiro de 1961, com a luta de libertação nacional, estabelecendo o governo em Luanda.

A fazer fé nos registos que vimos citando,    coube a Lúcio Lara, o presidente do "Conselho Revolucionário do Povo" (actual Assembleia Nacional), investir Neto no cargo de Presidente da República Popular de Angola no dia 12 de novembro de 1975, quando era cerca de meio-dia, numa cerimónia que teve lugar na Câmara Municipal de Luanda (actual Governo da Província de Luanda).Foi investido no dia 12 com efeitos retroativos ao dia 11, dado que já Neto era o líder do processo revolucionário de independência.

Relativamernte a Portugal,  Presidente Agostinho afirmou que a luta do movimento que liderava não era contra os portugueses: "Pelo contrário, a partir de agora, poderemos cimentar ligações fraternas entre os dois povos.".

Segundo ainda fonte referida, o Conselho Revolucionário do Povo aprovou, em sessão conjunta com o Comité Central do MPLA, o hino nacional, a bandeira e o emblema, bem como a Constituição Angolana de 1975, esta promulgada por Lara no mesmo ato solene de proclamação da independência.O Conselho Revolucionário do Povo aprovou, em seguida, a Lei da Nacionalidade em 1975.

Jose Eduardo dos Santos, que faleceu a 8 de julho de 2022 na sequência de doença prolongada em Barcelona-Espanha,  sucedeu Agosto Neto com a morte deste, tendo dos Santos  sido Presidente de Angola de 1979 a 2017.Em 11 de março de 2016, ele anunciou que deixava a carreira política em 2018, ano em que completaria 76 anos. Mas acabou por deixar o cargo em setembro de 2017, sendo sucedido por João Lourenço -  o atual Chefe de Estado  está  quase a terminar o segundo mandato.

 

 

 

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