Caça ao voto para legislativas e presidenciais de 23 de novembro entrou esta segunda-feira no terceiro dia. É marcada pelo apoio formal do PAIGC e da PAI–Terra Ranka ao candidato presidencial independente Fernando Dias.
O "Acordo de Apoio” oficializa a colaboração entre as diretorias de campanha eleitoral e estabelece compromissos para reforçar a fiscalização do processo eleitoral e promover reformas constitucionais e judiciais no país.
Muniro Conté, porta-voz do PAIGC, partido libertador, leu o teor do documento, sublinhando a vontade conjunta de "restabelecer a normalidade constitucional e modernizar a administração pública”.
"O PAIGC e o candidato Fernando Dias da Costa comprometem-se: Dispor e garantir a articulação das diretorias de campanha, em particular, acompanhar o processo de fiscalização das eleições presidenciais, trabalhar no sentido da reposição da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, promover e assegurar as reformas estruturai, visando à revisão da Constituição da República e demais leis, à reestruturação e à independência do setor judicial e a modernização da Administração Pública", disse.
O acordo, assinado em Bissau, surge depois de o PAIGC e o seu líder, Domingos Simões Pereira, terem sido excluídos do processo eleitoral por decisão do Supremo Tribunal de Justiça.
Enquanto isso, o Presidente Umaro Sissoco Embaló, candidato à reeleição, prossegue a campanha no norte do país, enquanto outros concorrentes concentram atividades em Bissau, com visitas e arruadas nos bairros da capital.
Eleições já votadas?
Para o jornalista Bacar Camará, a exclusão de vários candidatos compromete a credibilidade do processo eleitoral e nota que "pela primeira vez na história [democrática da Guiné-Bissau] não há concorrência nas eleições".
Neste contexto Camará protesta: "E eu classifico estas eleições como boletins já votados, porque já sabemos em relação às legislativas porque não há concorrência. No entanto, espero que em relação às eleições presidenciais, que talvez algo possa mudar".
Ao todo, 12 candidatos disputam as presidenciais e 14 formações políticas — 13 partidos e uma coligação — concorrem à Assembleia Nacional Popular.
A Semana com DW África







Terms & Conditions
Report
My comments