segunda-feira, 15 junho 2026

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Dados do II Inquérito sobre Tabagismo no Seio dos Jovens (GYTS) alertam para a preocupante exposição ao fumo e consumo precoce de tabaco

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Os resultados do II Inquérito sobre o Tabagismo no Seio dos Jovens (GYTS) 2023, socializados esta quarta-feira, 28, na Ribeira Brava alertam para “tendências preocupantes” sobre o consumo de tabaco entre os jovens cabo-verdianos.

 

“Constatamos que muitas crianças começam a fumar entre os 7 e 11 anos. Quando olhamos para essa faixa etária, mais de 30% a 40% dos alunos já experimentaram tabaco. Isso é extremamente preocupante, porque quanto mais cedo se inicia o consumo, maior é o risco de dependência”, alertou.

Em entrevista à Inforpress, a coordenadora do estudo, Eloisa Borges, avançou que o inquérito, que abrangeu uma amostra de 2.094 alunos com idades entre 13 e 15 anos (do 8.º ao 10.º ano de escolaridade), foi inicialmente planeado para 3.094 estudantes.

A diferença, explicou, deve-se ao facto de alguns alunos estarem fora da faixa etária definida para o estudo, tendo sido realizado em todas as ilhas à excepção de Boa Vista e Maio.

Entre os resultados mais importantes, destaca-se que 12,8% dos alunos pesquisados são expostos ao fumo de tabaco em casa, enquanto 34,4% enfrentam essa exposição dentro das escolas.

A coordenadora do estudo afirmou que estes dados são “preocupantes”, considerando o impacto negativo do fumo passivo na saúde dos jovens.

Além disso, o estudo mostrou que, cada vez mais, os jovens estão começando a consumir tabaco em idades cada vez mais precoces, com destaque para a faixa etária de 7 a 11 anos.

“Constatamos que muitas crianças começam a fumar entre os 7 e 11 anos. Quando olhamos para essa faixa etária, mais de 30% a 40% dos alunos já experimentaram tabaco. Isso é extremamente preocupante, porque quanto mais cedo se inicia o consumo, maior é o risco de dependência”, alertou

Outro dado alarmante apontado no estudo foi o aumento do consumo de cigarro eletrónico. De acordo com os dados, 6,6% dos jovens já utilizaram o cigarro eletrónico e xixa, um dado que se soma à crescente popularidade desses produtos entre os jovens.

Eloisa Borges considerou que, embora o cigarro eletrónico seja frequentemente visto como uma alternativa mais “segura” ao cigarro convencional, ele também apresenta sérios riscos à saúde, incluindo queimaduras e danos aos órgãos internos, acrescenta a Inforpress.

Em resposta aos resultados do estudo, a mesma fonte sublinhou a necessidade urgente de medidas de prevenção mais eficazes, incluindo campanhas de conscientização sobre os riscos do tabagismo e a promoção de hábitos saudáveis entre os jovens.

“É essencial que os jovens se tornem mais conscientes dos riscos envolvidos no consumo de tabaco, seja em forma de cigarros convencionais ou eletrónicos”, afirmou.

Mencionou que, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde, um plano de atcividades já está em andamento, incluindo formações e workshops nas ilhas do Fogo e Brava para sensibilizar os jovens sobre os perigos do tabagismo.

Segundo a mesma fonte, a coordenadora do estudo enfatizou que a conscientização deve começar cedo, antes mesmo de os resultados do estudo serem amplamente divulgados.

Com esses dados, o Governo e organizações de saúde têm agora uma base sólida para implementar políticas públicas mais assertivas de prevenção e apoio a programas educativos para reduzir o consumo de tabaco entre os jovens de Cabo Verde.

O estudo, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), foi realizado em Maio de 2023 e abrangeu estudantes de várias ilhas do país.

 

 

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