segunda-feira, 15 junho 2026

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Lula diz que "muito em breve" acabam os problemas entre os EUA e o Brasil

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O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou esta segunda-feira acreditar que “muito em breve não haverá mais problemas” entre Estados Unidos e o Brasil, um dia depois do encontro com o homólogo norte-americano.

 

O líder brasileiro insistiu que vão chegar a um acordo com os Estados Unidos em breve, e disse que Trump manifestou durante o encontro vontade de o fazer.“Eu tenho o telefone pessoal dele. Ele tem o meu”, disse com humor.

 

“Tenho a certeza de que em poucos dias chegaremos a uma solução e volto para o Brasil muito satisfeito”, disse Lula, em conferência de imprensa, em Kuala Lumpur, referindo que a reunião com Donald Trump foi “muito boa”.

Questionado sobre se Trump fez alguma promessa durante o encontro de domingo, Lula respondeu: “Não, ninguém me fez nenhuma promessa”.

“Para mim, o que ele tem de fazer é comprometer-se que quer chegar a um bom acordo com o Brasil (…) E [Trump] garantiu-me que vamos chegar a um acordo, e que será muito mais rápido do que todo o mundo pensa”, sublinhou.

Os dois países estão em conflito depois de Washington ter decidido aplicar tarifas de 50% aos produtos brasileiros, em retaliação pelo processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Trump.

Lula notou que disse ao dirigente norte-americano que “o processo contra Bolsonaro foi um processo sério, com provas fortes”.

“Não há o que discutir, foi um julgamento justo”, reforçou.

O líder brasileiro insistiu que vão chegar a um acordo com os Estados Unidos em breve, e disse que Trump manifestou durante o encontro vontade de o fazer.

“Eu tenho o telefone pessoal dele. Ele tem o meu”, disse com humor.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, já tinha dito que a reunião de 45 minutos entre Lula e Trump tinha sido “muito produtiva”.

“Os presidentes trataram de todos os assuntos, afirmou Vieira, no final do encontro.

De acordo com o ministro, Trump comprometeu-se a “dar instruções à sua equipa para iniciar um processo de negociação bilateral” em torno das taxas, tendo os dois líderes aberto a porta a “visitas recíprocas”.

Lula e Trump, cuja relação também é afetada pela escalada da luta contra o narcotráfico dos cartéis latino-americanos por parte dos EUA, estiveram na capital malaia para a 47.ª cimeira de líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e aliados, que começou no domingo e se prolonga até terça-feira.

Em Kuala Lumpur, Lula da Silva ofereceu-se para atuar como mediador entre os Estados Unidos e a Venezuela, num momento de escalada das tensões geopolíticas na região.

“O Presidente Lula levantou a questão e afirmou que a América Latina e a América do Sul, onde estamos localizados, é uma região de paz. E ofereceu-se para ser um contacto, um interlocutor, como já foi no passado com a Venezuela, para procurar soluções mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países”, afirmou Mauro Vieira.

A Malásia é a segunda etapa da viagem de Lula da Silva pela Ásia, após uma passagem pela Indonésia, onde esteve em busca de novas parcerias comerciais para atenuar o impacto das tarifas norte-americanas.

 

A Semana com Observador/Lusa

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