Os pescadores do porto de Rincão afirmaram hoje que a emigração está a deixar marcas profundas na comunidade, com cada vez menos homens do mar e mais botes encostados à praia, sem ninguém para os operar.
Além da escassez de trabalhadores, persistem dificuldades estruturais antigas, como a ausência de uma máquina de gelo, que, segundo os pescadores, foi prometida há muitos anos, e a máquina de arrastar botes, cuja instalação ficou inacabada.Sem gelo, os pescadores são obrigados a vender o peixe a preços mais baixos para evitar perdas.
Actualmente, estima-se que cerca de 50 botes estejam fora de actividade, um número que espelha o impacto directo da saída de trabalhadores para o estrangeiro.
A redução da mão-de-obra tem provocado uma quebra na produção e comprometido o rendimento das famílias que dependem da pesca.
Euclides da Silva, pescador há mais de dez anos, considerou, em entrevista à Inforpress, que o cenário é “preocupante”.
“Antes o porto estava cheio de vida, agora há cada vez menos gente no mar”, lamentou, recordando que muitos colegas emigraram e deixaram as suas embarcações encostadas.
Além da escassez de trabalhadores, persistem dificuldades estruturais antigas, como a ausência de uma máquina de gelo, que, segundo os pescadores, foi prometida há muitos anos, e a máquina de arrastar botes, cuja instalação ficou inacabada.
Sem gelo, os pescadores são obrigados a vender o peixe a preços mais baixos para evitar perdas.
Apesar das limitações, os trabalhadores reconhecem os apoios já recebidos, como a colocação de fibras nos botes e a distribuição de motores novos.
No entanto, Zeonildo Santos, pescador daquela localidade há mais de 15 anos, sublinhou que “essas ajudas são importantes”, mas que é preciso também um lugar onde possam guardar o pescado.
Com o mar cada vez mais vazio e o porto mais silencioso, os pescadores de Rincão esperam que as autoridades encontrem soluções que devolvam vitalidade à pesca e incentivem os jovens a retomar a actividade que continua a ser parte essencial da identidade local.
A Semana com Inforpress







Comentário
A suspensão de visto de procura de trabalho para Portugal virá estancar a debandada de pessoal para aquele país, para ir ganhar um baixo salário qie só dá para renda de casa e pouco mais .Em Cabo Verde estamos ficando sem gente para trabalhos domésticos .
Botes arrastados. Não há gente para a pesca e outras profissões.
lamentavel
os governates nao ajuda tenho condisaoes de investir la onde e o meu desejo mais os políticos noa ajuda e lamentávelTerms & Conditions
Report
My comments