domingo, 21 junho 2026

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Portugal/Imigrantes: Moradores do Bairro de Zambujal inauguram mural em homenagem a Odair Moniz

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Os moradores do Bairro Zambujal, na Amadora (Portugal), assinalaram  este sábado um ano do assassinato do cabo-verdiano Odair Moniz com a inauguração de um mural dedicado ao mesmo e a outras vítimas da violência policial.

 

Odair Moniz morreu na Cova da Moura, também no concelho da Amadora (distrito de Lisboa), vítima de dois tiros disparados por um agente da PSP a 21 de Outubro de 2024, numa perseguição policial.

O mural pintado no âmbito do projecto ZambujArte, conforme disse à Inforpress, Flávio Almada, um dos membros fundadores deste movimento, contempla ainda rostos de outras pessoas mortas pela polícia, como por exemplo Carlos Reis, mais conhecido por PTB, com 20 anos, em 2003.

“Esta homenagem pretende assinalar no espaço público do Zambujal a memória dos nossos saudosos companheiros, em particular o Odair Moniz. E ao mesmo tempo, apelar as nossas comunidades, a todas as pessoas amantes da justiça, que estejam vigilantes e que unem no combate a cultura de impunidade, lutando para que a justiça (…)”, justifica o Vida Justa.

A iniciativa incluiu ainda um almoço comunitário, concertos com artistas locais e amodorres, e também foi distribuído o Manual de Sobrevivência que aborda como actuar quando abordado pela polícia.

Aliás, segundo este movimento, um ano após o assassinato de Odair Moniz por um agente da PSP, continuam a não existir mudanças na actuação policial.

Segundo lembra a fonte deste jornal, Odair Moniz morreu na Cova da Moura, também no concelho da Amadora (distrito de Lisboa), vítima de dois tiros disparados por um agente da PSP a 21 de Outubro de 2024, numa perseguição policial.

A PSP referiu na altura que o homem se pôs "em fuga" de carro depois de ver uma viatura policial e "entrou em despiste" na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, "terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca".

Segundo a acusação do Ministério Público, o cabo-verdiano de 43 anos tentou fugir da PSP e resistir à detenção, mas não se verificou qualquer ameaça com recurso a arma branca, o que contraria o comunicado oficial da polícia.

O julgamento do agente suspeito do homicídio estava marcado, prossegue a Inforpress, para quarta-feira, 15, mas foi adiado para 22 de Outubro por motivos de saúde de um advogado.

O agente terá reconhecido durante o primeiro interrogatório na Polícia Judiciária que não foi ameaçado com uma arma branca, ao contrário do que escreveu no auto de notícia.

 

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