quarta-feira, 17 junho 2026

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Fogo/Crise de energia e água: Presidente da Câmara de São Filipe denuncia crise energética prolongada na ilha e exige investimentos na central única

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O presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, denunciou esta quarta-feira, 15, a “grave situação” que a ilha enfrenta há mais de um ano com os cortes cíclicos de fornecimento de energia eléctrica, atribuídos à “má gestão” da Electra.

 

“É um apelo em nome dos munícipes. Chegou o momento de dar um basta. Estamos a perder em termos de dinâmica económica e a qualidade de vida das famílias está a ser gravemente afectada”, declarou.

 

Face à situação vivida nos últimos dias com cortes de mais de 12 horas em alguns bairros e localidades, Nuías Silva classificou, segundo a Inforpress, a situação como "lamentável" e advogou que os cortes prolongados estão a comprometer a economia do município e da ilha e a prestação de serviços públicos essenciais.

“É impossível desenvolver um território com um serviço ruim por uma empresa que deveria ser eficiente”, afirmou o autarca, sublinhando que a Electra tem a obrigação de garantir um serviço de qualidade tanto às instituições como aos consumidores individuais.

O presidente chamou a atenção para a ausência de um planeamento eficaz no fornecimento de energia, com cortes ocorrendo durante o horário normal de funcionamento de serviços públicos e privados.

Segundo o mesmo, é inaceitável que zonas centrais e estratégicas, como o centro histórico de São Filipe, onde funcionam os serviços da Câmara, do Tribunal, de Registo e Notariado, clínicas e hotéis, fiquem sem energia entre as 08:00 e as 16:00.

“Devia haver um planeamento. Entendo que avarias acontecem, mas é preciso priorizar as instituições da República e serviços essenciais no horário normal de funcionamento”, reforçou o edil citado pela Inforpress.

Nuías Silva também relacionou a falta de energia com o problema no abastecimento de água, agravado pelo calor extremo que tem assolado a ilha.

“Há zonas que passam semanas sem abastecimento de água porque a energia é fornecida fora dos horários adequados”, denunciou.

A crítica estende-se à comunicação deficiente da Electra para com os consumidores e o presidente da edilidade lamenta a falta de informações claras sobre os cortes programados e afirma que até as linhas de atendimento da empresa deixam os cidadãos sem resposta.

“É um apelo em nome dos munícipes. Chegou o momento de dar um basta. Estamos a perder em termos de dinâmica económica e a qualidade de vida das famílias está a ser gravemente afectada”, declarou.

Conforme ainda a fonte deste jornal, Nuías Silva exige uma resposta urgente do Governo e da administração da Electra, pedindo investimentos na infra-estrutura energética da ilha, incluindo na central única, geradores e recursos humanos.

“Talvez os técnicos estejam exaustos. É preciso investir para garantir um serviço de qualidade. Caso contrário, será um verdadeiro caos na prestação de serviços e na economia local”, referiu.

 

 

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