Os agricultores da ilha Brava manifestam esta terça-feira, 14, crescente preocupação com a presença de macacos que têm invadido plantações, causando prejuízos significativos nos cultivos de milho, cana, batata e frutas.
Segundo o agricultor, os macacos são pragas que não devem ser exterminadas, mas sim controladas, admitindo, porém, que já se chegou uma altura em que é preciso que as autoridades estejam mais atentas e apresentem soluções para o problema.
Num encontro que decorreu na tarde de ontem, entre autoridades locais e agricultores, para encontrar respostas à praga, os afectados afirmaram que praticamente estão a abandonar os seus terrenos devido à invasão dos macacos, revela a Inforpress.
Em declarações à comunicação social, o porta-voz dos lavradores, António Da Lomba, considerou que esta situação é muito “preocupante”, tendo em conta que esses bichos estão a danificar por completo a plantação de cana e bananeiras.
Segundo o agricultor, os macacos são pragas que não devem ser exterminadas, mas sim controladas, admitindo, porém, que já se chegou uma altura em que é preciso que as autoridades estejam mais atentas e apresentem soluções para o problema.
“Antes havia agricultores que faziam plantação de hortaliças, frutas, entre outras, mas agora devido a quantidade enorme desses animais não estão a fazer e a solução é comprar os produtos”, disse.
Por sua vez, o director da Associação Biflores, Dheeraj Jayant, salientou que a problemática das espécies invasoras, tanto flora e fauna, sobretudo galinhas de mato e macacos, é bastante preocupante para os agricultores.
Neste sentido, o director avançou que existe uma série de soluções de curto e médio prazo que deverão ser implementadas, mas que se deve entender a dinâmica da população de macacos e depois fazer um plano de gestão, uma vez que “exterminação não é a solução”.
“Esses animais também têm direito de viver, e fazem parte da história de Cabo Verde. O que devemos fazer é controlar as suas populações, sendo que para isso temos várias soluções. Temos uma que é o controle biológico, uma vez que esses animais não gostam de algumas plantas como pimenta e gengibre”, frisou.
Conforme sugeriu, poderão ser testadas estas medidas, plantando essas espécies nas áreas onde recebem ataques de macacos para ver se funciona ou não.
Também existem, prossegue a Inforpress, medidas de longa duração, que, segundo o mesmo, seria a captura e estabilização, mas esta estratégia necessitava de outras parcerias.







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