O Conselho dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente informou hoje, em conferência de imprensa, que não há condições mínimas para a preparação do desfile oficial de 2026.
Conforme David Leite, solicitaram formalmente uma reunião com o presidente da câmara municipal, Augusto Neves, através de emails enviados a 04 de Junho de 2025 e com novos pedidos nos dias 15 e 18 de Julho, o silêncio persistiu.“No dia 02 de Outubro, fizemos uma última tentativa de contacto. Uma vez mais, fomos ignorados. Hoje, a 10 de Outubro, estamos apenas a quatro meses do Carnaval de 2026 e exactamente no período em que os trabalhos nos estaleiros deviam estar a iniciar”, acrescentou a mesma fonte, para quem permanece “um absoluto e ensurdecedor silêncio por parte das entidades responsáveis”.Um cenário que, diz, se agravou com a recente tempestade Érin que devastou a ilha e causou aos grupos perdas de materiais, como instrumentos de percussão, entre outros.
Esta informação foi avançada, segundo a Inforpress, pelo presidente da Escola de Samba Tropical, David Leite, na companhia de membros da direcção dos grupos Monte Sossego, Vindos do Oriente e Estrela do Mar.
O mesmo garantiu que, apesar da ausência de outras agremiações na conferência de imprensa, a decisão está em perfeita sintonia e alinhamento com a Liga dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV).
Segundo David Leite “os grupos estão no limite, sem estruturas, sem previsibilidade orçamental e com as dívidas acumuladas”, pelo que a conferência é “clamoroso grito de alerta para acudir e salvar o Carnaval de São Vicente”.
O responsável disse que a “entrega voluntária que há décadas sustenta a maior manifestação cultural do País atingiu o seu ponto de saturação”, porque “as exigências aumentaram”, mas “os apoios diminuíram, tanto em verba como em condições logísticas”.
“O Carnaval de 2025 foi decididamente a prova final da insustentabilidade deste modelo. Com um sacrifício financeiro e emocional imenso, os grupos conseguiram uma vez mais colocar o Carnaval na rua”, afirmou a mesma fonte para quem após o término dos desfiles do último Carnaval as agremiações ficaram “mergulhados em insustentáveis situações de incumprimento e completamente exaustos”.
Mesmo assim, frisou, conseguiram arrumar a casa e apesar da expectativa de um encontro para reflexão e balanço com a Câmara Municipal de São Vicente esse encontro nunca aconteceu.
Conforme David Leite, solicitaram formalmente uma reunião com o presidente da câmara municipal, Augusto Neves, através de emails enviados a 04 de Junho de 2025 e com novos pedidos nos dias 15 e 18 de Julho, o silêncio persistiu.
“No dia 02 de Outubro, fizemos uma última tentativa de contacto. Uma vez mais, fomos ignorados. Hoje, a 10 de Outubro, estamos apenas a quatro meses do Carnaval de 2026 e exactamente no período em que os trabalhos nos estaleiros deviam estar a iniciar”, acrescentou a mesma fonte, para quem permanece “um absoluto e ensurdecedor silêncio por parte das entidades responsáveis”.
Um cenário que, diz, se agravou com a recente tempestade Érin que devastou a ilha e causou aos grupos perdas de materiais, como instrumentos de percussão, entre outros.
Segundo David Leite citado pela Inforpress, a situação chegou a um ponto limite porque a continuidade do Carnaval depende do cumprimento de condições básicas e mínimas.
Por isso, propuseram que essas condições fossem satisfeitas até Agosto de 2025 para viabilizar o Carnaval de 2026.
“A criação e entrega de estaleiros funcionais, seguros e dignos para todos os grupos oficiais, desbloqueio faseado da subvenção e um compromisso para que o desembolso fosse em três tranches, em Agosto, Outubro e em Dezembro de 2025, permitindo um planeamento eficaz”, enumerou.
Estavam ainda no rol das exigências a disponibilização de um espaço físico para a sede da LIGOC e a elaboração de um estudo técnico sobre o impacto económico do Carnaval em São Vicente para valorizar e orientar futuros investimentos.
“Nenhuma dessas condições foi cumprida porque nenhum sinal de diálogo nos foi dado. Logo, perante a insistente falta de comunicação da Câmara Municipal de São Vicente, os grupos oficiais não têm qualquer condição para iniciar os trabalhos para o Carnaval de 2026”, sustentou.
Segundo David Leite, os grupos “não estão disponíveis a fazer a penosa caminhada, que fizeram no ano passado, em 2026, a três meses e meio do Carnaval e com as piores condições do que antes”.
Afirmou, no entanto, que têm tido “diálogos informais” com o ministro de Cultura e Indústrias Criativas, Augusto Veiga, e “ao que parece há, ainda sem nenhuma confirmação, verbas destinadas para o Carnaval de 2026”.
Mas, frisou, até este momento os grupos oficiais encontram-se exactamente na situação que terminaram o Carnaval de 2025, conclui a fonte deste jornal.







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