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SITTHUR denuncia atraso salarial na TACV e exige pagamento imediato aos trabalhadores
O Sindicato dos Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR) denunciou esta sexta-feira o atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores da TACV, considerando que a situação viola as obrigações laborais da empresa e afecta a dignidade dos colaboradores. Em conferência de imprensa, na cidade da Praia, a presidente do sindicato, Joaquina Almeida, afirmou que a companhia continua a falhar "na sua obrigação mais básica", apesar do apoio financeiro concedido pelo Estado, revela a Inforpress. “É incompreensível que uma empresa que beneficia de apoio financeiro do Estado continue a falhar no cumprimento da sua obrigação mais básica: pagar atempadamente os salários dos seus trabalhadores”, declarou. A dirigente sindical lembrou que, no passado mês de Junho, o Governo aprovou um aval soberano de 5,25 milhões de dólares para reforçar a capacidade financeira da transportadora aérea, questionando por que razão os trabalhadores continuam sem receber os salários dentro dos prazos legais. “O atraso reiterado dos salários provoca graves consequências sociais e económicas para os trabalhadores e as suas famílias”, sublinhou, alertando que a situação compromete o pagamento de rendas, prestações bancárias, propinas escolares e outras despesas essenciais. Conforme a mesma fonte, a sindicalista criticou ainda a recente homenagem atribuída à administradora da TACV, pelo seu desempenho, considerando que a distinção gera "estranheza" entre os trabalhadores, numa altura em que persistem atrasos salariais e dificuldades operacionais na empresa. “Entendemos que a avaliação da gestão da TACV deve assentar em resultados concretos, nomeadamente, no cumprimento das obrigações perante os trabalhadores, na sustentabilidade financeira da empresa e na qualidade do serviço prestado aos cidadãos”, disse. O SITTHUR exigiu, neste contexto, o pagamento imediato dos salários em atraso dos cerca dos 300 trabalhadores, referentes ao mês de Junho, que são pagas normalmente a volta do dia 20 ou 20 e tal de cada mês, assim como a adopção de medidas que garantam a regularidade dos pagamentos. O sindicato pediu ainda um acompanhamento mais rigoroso da gestão da TACV por parte do novo Governo, enquanto accionista da companhia e garante dos recursos públicos investidos na TACV, que acompanhe de forma rigorosa a gestão da empresa e adopte as medidas necessárias para assegurar o respeito pela legislação laboral e pela boa gestão dos recursos públicos. Reafirmou que continuará a acompanhar a situação ao lado dos trabalhadores e a defender os seus direitos, conclui a fonte deste jornal.
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