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Primeiro-ministro cabo-verdiano quer aprofundar cooperação com CPLP e com Portugal
O primeiro-ministro Francisco Carvalho afirmou esta quarta-feira 8, em Lisboa, que o seu Governo pretende aprofundar a cooperação existente com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e reforçar a parceria “histórica e de excelência” com Portugal. Francisco Carvalho falava aos jornalistas após visitar a sede da CPLP onde, acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Comunidades e Defesa Nacional, Manuel da Rosa, foi recebido em sessão solene pela secretária-executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, e pelos representantes permanentes dos Estados-membros. O chefe do Governo cabo-verdiano explicou que a visita teve como objectivo demonstrar a importância que Cabo Verde atribui à CPLP e reafirmar o compromisso do novo executivo com o fortalecimento da organização e das relações entre os seus membros. “Vamos aprofundar a relação que existe entre Cabo Verde e CPLP, garantindo a estabilidade no relacionamento entre a organização e os Estados-membros desta comunidade extraordinária”, afirmou. Francisco Carvalho reiterou que o executivo cabo-verdiano está engajado em promover o desenvolvimento e o aprofundamento das relações entre os países da CPLP e entre Cabo Verde e a organização. O primeiro-ministro justificou ainda a escolha de Portugal para a sua primeira deslocação oficial ao estrangeiro com a relevância histórica e estratégica das relações bilaterais. “Portugal é um parceiro tradicional e de longa data de Cabo Verde. Temos excelentes relações, com uma cooperação que atinge diversas áreas. O caminho é o do aprofundamento e do reforço”, disse, acrescentando que a visita simboliza a importância que Portugal continua a assumir para Cabo Verde “em termos históricos, no presente e em relação ao futuro.” Questionado sobre a situação da Guiné-Bissau, suspensa dos órgãos da CPLP, e sobre julgamento do líder do PAIGC e antigo secretário-executivo da organização, Domingos Simões Pereira, Francisco Carvalho escusou-se a comentar o processo judicial. O governante cabo-verdiano limitou-se a afirmar que os Estados-membros da CPLP estão a trabalhar em conjunto, através do diálogo e da concertação, para encontrar soluções que contribuam para a estabilidade e respondam aos interesses do povo guineense. A CPLP, organização fundada em 17 de Julho de 1996, é actualmente integrada por nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A Semana com Inforpress
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