Governo “identifica gorduras” para cortes e pondera fim aos lançamentos de primeira pedra – primeiro-ministro

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O primeiro-ministro afirmou hoje, na Praia, que o Governo está a identificar “gorduras e mais gorduras” na Administração Pública e assegurou que os eventuais cortes serão apresentados no momento da sua implementação. Francisco Carvalho fez estas declarações à imprensa após a entrega formal do Programa do Governo e da Moção de Confiança, à presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, documento que estabelece as principais linhas de acção política do Executivo para a presente legislatura. O Programa do Governo será distribuído aos deputados para análise, seguindo-se a sua apreciação em sessão plenária, no dia 17 de Julho, durante a qual será debatida e votada a Moção de Confiança, que acompanha o referido documento. Instado sobre as primeiras medidas a serem implementadas, Francisco Carvalho garantiu que o Governo já tem acções identificadas e defendeu uma nova forma de governar assente na execução das decisões. “Estamos a pensar se vamos continuar com o lançamento da primeira pedra. Acho que vamos acabar com isso e passar a inaugurar obras. Portanto, medidas também não vamos anunciar. Medidas vamos implementar”, declarou. Sobre os pontos de corte para viabilizar as medidas de gratuitidade previstas pelo Governo, o primeiro-ministro explicou que a análise da situação se tornou mais aprofundada após a entrada em funções do Executivo. “Já tínhamos identificado antes de chegar ao Governo. Neste momento estamos a identificar, porque uma coisa é olhar de fora e acompanhar e identificar pontos, outra coisa é quando chegamos na governação e estamos a identificar gorduras e mais gorduras”, afirmou. Segundo Francisco Carvalho, quando chegar o momento de avançar com cortes de despesas, o Governo apresentará igualmente os elementos que justifiquem essas medidas. “Quando chegar a hora de implementar cortes de gorduras, vamos apresentar as gorduras. No momento de apresentação de cortes das gorduras, apresentamos as gorduras”, acrescentou, sem exemplificar. Instado sobre a necessidade de um orçamento rectificativo, o chefe do Governo disse que o assunto continua em análise, sublinhando que qualquer decisão dependerá da avaliação da execução do Orçamento do Estado em vigor. “Estamos a analisar a situação do orçamento rectificativo”, afirmou, explicando que a decisão só poderá ser tomada depois de conhecido o grau de despesas e gastos já realizados no âmbito do actual orçamento. “O orçamento rectificativo depende do estado que encontramos o orçamento actual”, concluiu.     A Semana com Inforpress

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