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Sismo: Número de mortos na Venezuela sobe para 2.295 – balanço oficial
O número de mortos provocados pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu hoje para 2.295, segundo o último balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas, que registam também 11.267 feridos. O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, indicou a existência de 12.841 pessoas afetadas pelos sismos de 24 de junho, durante a atualização do balanço de vítimas, que era anteriormente de 1.943 mortos e 10.571 feridos. Antes da divulgação dos novos dados oficiais, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional. Na sua atualização do balanço, transmitido na televisão estatal, o presidente do parlamento informou que, até ao momento, 6.461 pessoas foram resgatadas por mais de quatro mil socorristas. "A esperança mantém-se intacta", afirmou. Rodríguez detalhou que foram registadas 782 réplicas dos sismos, embora tenha esclarecido que a sua frequência e intensidade tenham diminuído nos últimos dois dias. "A ameaça parece estar a diminuir, mas não desapareceu", observou. As autoridades instalaram 25 acampamentos temporários para os habitantes desalojados, 13 dos quais em La Guaira, a região mais atingida, oito em Caracas, dois em Miranda, um em Carabobo e outro em Yaracuy. Rodríguez pediu às pessoas atingidas que se registem no sistema ‘online’ das autoridades chamado Patria, através do qual é prestada assistência social para resolver rapidamente questões de alojamento e instalá-las em hotéis na capital “para que tenham onde ficar". Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo. Uma avaliação preliminar realizada pela NASA, com recurso a imagens de satélite, indica que mais de 58 mil edifícios poderão ter sido danificados ou destruídos. Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas. Entre os mortos, há pelo menos 75 portugueses e lusodescendentes, e outros 66 estão desaparecidos ou incontactáveis. Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. A Semana com Inforpress/Lusa
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