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São Vicente: Estratégia da FAO para reforçar cadeia de valor das pescas até 2033 pretende tornar sector mais competitivo
A FAO apresentou esta terça-feira, no Mindelo, os resultados de quatro anos do projecto de cadeia de valor sustentável das pescas, cuja estratégia definida para os próximos dez anos pretende tornar o sector mais competitivo e organizado. Segundo avançou à imprensa a directora de Programas da FAO em Cabo Verde, Katya Neves, embora o projecto termine, depois de estar a ser implementado desde 2022, a assistência técnica da organização continuará para garantir a implementação dos resultados alcançados desde então. "A estratégia foi construída com todos os parceiros e estabelece dez projectos prioritários para serem implementados até 2033", explicou, acrescentando que o objectivo é assegurar a continuidade das intervenções para além da duração do projecto. Entre os principais resultados apresentados no ateliê constam a estratégia de valorização da cadeia de valor dos pequenos tunídeos e do atum, o reforço da abordagem ecossistémica das pescas nos planos de gestão, estudos bio-económicos sobre espécies alternativas e o apoio à elaboração da legislação do Sistema de Monitorização de Embarcações (VMS), recentemente aprovado em Conselho de Ministros. A responsável destacou ainda o investimento na formação profissional, que permitiu capacitar mais de 300 pessoas em áreas como iniciação à profissão de pescador, reparação de embar
cações e motores, gestão financeira e organizacional das atividades pesqueiras. Katya Neves sublinhou igualmente que São Vicente beneficiou directamente do projecto, nomeadamente através de um estudo de viabilidade económica e social para a instalação de um sistema de lota na ilha, além da forte participação das empresas exportadoras e da frota pesqueira local. Por sua vez, em representação do Governo, o director-geral das Pescas, Carlos Monteiro, afirmou que os estudos realizados permitem compreender melhor o funcionamento da cadeia de valor, identificar constrangimentos e apontar oportunidades para aumentar a competitividade do setor. "O desafio passa por elevar o nível de organização, melhorar a qualidade, reduzir as perdas pós-captura, encontrar novos mercados e reforçar o quadro institucional e jurídico", afirmou. Segundo o responsável, os estudos também apresentam propostas para a implementação dos sistemas de lota, incluindo modelos de gestão e financiamento considerados mais adequados para os cais de pesca. Carlos Monteiro considerou igualmente que a valorização do capital humano constitui uma das maiores conquistas do projecto e defendeu que melhor organização, infraestruturas mais modernas e maior qualificação dos operadores terão impacto directo na vida dos pescadores e na rentabilidade da actividade. O dirigente adiantou que a próxima etapa consiste na elaboração de um plano de acção e na mobilização de financiamentos para concretizar as recomendações identificadas pelos estudos apresentados durante o encontro. O projecto “Cadeias de Valor de Peixes Sustentáveis para Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento” é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) com o financiamento do Ministério dos Oceanos e Pescas da República da Coreia. A Semana com Inforpress
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