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Câmara de Comércio do Barlavento pede previsibilidade e maior descentralização económica ao novo Governo
A Câmara de Comércio do Barlavento (CCB) saudou esta segunda-feira o novo Governo e defendeu maior previsibilidade, descentralização económica e diálogo permanente, considerando que a estabilidade é fundamental para reforçar a competitividade e atrair investimentos. Em entrevista à Inforpress, o presidente da CCB, Jorge Maurício, afirmou hoje que o sector privado encara com expectativa o início do mandato do novo Governo, liderado por Francisco Carvalho, e espera uma relação de proximidade e concertação estratégica. “O sucesso deste executivo será inevitavelmente o sucesso da nossa economia e do nosso país. Damos o nosso voto de confiança institucional, mas reafirmamos as prioridades estruturais que as empresas exigem”, declarou. O responsável da agremiação empresarial defendeu maior descentralização económica, melhor conectividade entre as ilhas e mais autonomia para potenciar sectores como a economia azul, turismo, comércio e indústrias criativas. Ainda segundo Jorge Maurício, a transição digital da administração pública e a desburocratização dos serviços são “uma urgência de sobrevivência competitiva”, enquanto o acesso ao financiamento e políticas fiscais mais realistas devem merecer atenção especial. “As empresas precisam de processos mais simples, rápidos e transparentes”, indicou. Este responsável destacou ainda a previsibilidade como “condição essencial para o crescimento económico”. “Para o sector privado, a previsibilidade é a base sobre a qual se calculam riscos, se planeiam investimentos e se criam postos de trabalho”, afirmou. Por outro lado, colocou o foco sobre a estabilidade fiscal e legislativa, maior celeridade na justiça económica e a fixação de prazos máximos para respostas da administração pública. “O Estado deve ser tão célere e ágil quanto a mente de um empresário e o silêncio da administração, ultrapassados os prazos, deve equivaler à aprovação efectiva”, advogou. Relativamente à política de rendimentos, Jorge Maurício considerou que eventuais aumentos salariais devem ser progressivos e compatíveis com a produtividade. “A estabilidade que pedimos ao Governo não é um privilégio para os empresários, mas uma condição para atrair investimento, reter talentos e garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável para Cabo Verde”, rematou Jorge Maurício. A Semana com Inforpress
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